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Plágio descarado de mim mesmo.

Decidi plagiar a minha própria pessoa e meter aqui um curto texto que fiz no outro dia, sem saber bem porquê nem tendo intenções de ser algo bem escrito… nem nada que se pareça. Simplesmente achei que se enquadrava com o meu estado de espírito de agora.

Porque escrevo?
Porque me irritam várias coisas, entre as quais:

1 – Ter falta de treino na escrita. Se há coisa que me começa a irritar são as paragens consecutivas enquanto teclo. Ficar a olhar para o ecrã (que já tem umas centenas de pixeis queimados e me faz doer os olhos) a tentar descortinar se a palavra x ou y se escreve com X ou com CH… se se escreve com S ou com Z.

Culpa?
Das pitas SMS. Sim, aquelas que escrevem mil e uma mensagens por dia aXiM, PoRqUe FiCa MAiX FuFiNhO! XÃo UmAx KiDuXaS. E inundam a net, os blogs, os comentários nos blogs generalistas (não é caso deste porque este é tudo menos um blog a sério).
Anormais… Mas estas gajas não andam na escola? Mas estas gajas não aprenderam durante uns bons 11 ou 12 anos a ler e a escrever a lingua de Camões?
Anormais…

2 – O tempo morto.
Irrita-me ficar a olhar para os minutos a passar enquanto penso: eu podia estar a fazer algo de produtivo… sei lá, pegar num dos cadernos, ler uma das sebentas de óptica, Electromagnetismo, Métodos Numéricos… mas não… escrever para um blog lido por 3 ou 4 pessoas, dois mutantes, meio rabanete mal assado e 3 alfinetes de cabeça cortada. Isto sim é produtivo….

Culpa?
Da extrema direita que impõe uma sociedade lenta de raciocínio, incapaz de reagir à letargia imposta à força para que a possibilidade de revoluções culturais se reduza a um insignifcante e gordo zero.

3 – A televisão.
Irrita-me cada vez mais. Se vir mais de 30 minutos por dia de TV é muito (e o que é demais é exagero)… e esses 30 minutos diários passam invariavelmente pelo Conan O’Brien, esse monstro da comunicação. Uma gargalhada é tudo o que a TV tem para me oferecer. Nada mais. Notícias leio nos jornais diários, nos blogs noticiosos actualizados minuto a minuto. E inventaram há uns tempos a maior engenhoca desde a roda: as feeds rss….

A culpa:
Da Philips, Sony, Thomson, etc…

E pronto, já passaram mais de 5 minutos. Vou saír porque tenho coisas mais importantes a fazer.

E vocês que estão a ler isto deviam pensar seriamente em arranjar uma vida!

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O tacho = maior invenção Portuguesa de sempre.

O eurodeputado britânico Nigel Farage requereu hoje a apresentação de uma moção de censura contra Durão Barroso, pelo facto de o presidente da Comissão Europeia se recusar a explicar ao Parlamento Europeu em que circunstâncias decorreram as suas férias de 2004, passadas no iate de um magnata grego.

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Serve a presente notícia para um só propósito, o de engrandecer Portugal. É com honra e orgulho que vejo que o nosso grande ex-primeiro ministro está a fazer um enorme esforço em ordem a promover aquilo que de bom Portugal tem. E neste caso particular, Durão está a fazer uma óptima campanha para promover o “tacho” a política corrente europeia.
Sim, porque se o “tacho” funciona tão bem cá em Portugal, porque não transpôr a ideia lá para fora? Porque não mostrar a toda a uma comunidade de vinte e.. vinte e… arre, já perdi a conta… vinte e tal estados europeus que o que é nacional é bom?
Só tenho a aplaudir mais esta grande manobra do nosso ex-primeiro. Mais uma a juntar às tantas a que nos habituou.

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Afinal Estaline tinha razão.

“Há loucuras matemáticas e loucos que pensam que dois e dois são três? Noutros termos, – a alucinação pode, se estas palavras não uivam [serem acasaladas juntas], invadir as coisas de puro raciocínio? Se, quando um homem adquire o hábito da preguiça, do devaneio, da mandriice, ao ponto de deixar incessantemente para o dia seguinte as coisas importantes, um outro homem o acorda uma manhã com grandes chicotadas e o chicoteia sem piedade até que, não podendo trabalhar por prazer, trabalha por medo, este homem – o chicoteador -, não seria realmente amigo dele, seu benfeitor? Aliás, pode afirmar-se que o prazer chegaria depois, com muito mais justo título do que se diz: o amor chega depois do casamento.
Do mesmo modo, em política, o verdadeiro santo é aquele que chicoteia e mata o povo, para bem do povo.”

Charles Baudelaire, in “Diário Íntimo”