Inspector da PJ diz que corrupção na BT da GNR é “prática nacional”

O inspector da Polícia Judiciária (PJ) António Pacheco disse hoje, durante o julgamento dos 173 agentes da Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana (BT da GNR), no Tribunal de Sintra, que a corrupção na corporação é uma “prática nacional” e “transversal”.

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Mas alguém ainda tinha dúvidas? Sejamos sinceros e contemos as vezes em que já ouvimos o amigo, a tia, o tio, o canário, o vizinho, o pai da namorada, o periquito e muitos outros contar a história de como se safam porque conhecem o sr. fulano de tal ou o irmão do comandante da 16ª brigada de x ou y…
É irritante a hipocrisia que se apoderou do país. Todos sabem que Portugal funciona com cunhas, influências e jogos de bastidores. Todos sabem como se safar das malfadadas multas bastando para isso fazer dois ou três telefonemas. Todos sabem que estas situações existem, sempre existiram e quase certamente continuarão a existir. E no entanto, falar disso em praça pública pode levar a um apedrejamento. Porque não convém… porque se falar mal do sr. X ou do comandante Y posso dar-me mal porque ainda me arrisco a precisar deles. Porque se alguém me ouve a falar do assunto pode comentar com o fulano ou o sicrano, que por sua vez podem ir contar ao tio do primo do canário do pai da minha namorada…. E é neste ciclo ridiculamente vicioso que se vive neste país. Por coisas tão insignificantes como uma multa de 10 contos (50€ para os mais picuínhas) de estacionamento se perde a dignidade e a honra de um trabalho que de digno e honrado começa a ter muito pouco.
É pena não poder dissertar mais sobre o assunto, mas fiquei de passar ali no posto da guarda para levar uma garrafa de JB a um amigo que lá trabalha e já me livrou dumas chatices…
Desculpem saír assim à pressa…

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