… e gostei, obviamente.
E não, não escrevi com as maiúsculas trocadas com as minúsculas. Eu realmente vi dEUS, coisa que não fazia desde Agosto de 1999, sentado na relva de Paredes de Coura.
E tal como naquela altura: gostei.
Estes tipos que vêm da Bélgica têm um je ne sais quoi de hipnotismo que transmitem durante as baladas e um andamento frenético, o qual (a meias com o sistema sonoro da Casa da Música que alguém deve-se ter esquecido de baixar ligeiramente para que os tímpanos não estourassem) culpo da dor de cabeça que hoje não me larga.
Sabe bem relembrar a Roses, a Little arithmetics, a Theme From Turnpike, a Ideal crash e claro, cantar (berrar) bem alto durante os 7 minutos de Suds & Soda com que fomos presenteados no fim do encore. Pelo meio ainda há tempo para ouvir as novidades do álbum Pocket Revolution que tem como primeiro single a excelente Bad timing.

Tempo ainda para Tom Barman no fim da 2ª ou 3ª música se dirigir ao público (afinal não fui só eu a estranhar ver lugares marcados e assistentes da casa a levar cada um ao seu lugar):
Are you gonna stay in your seats? Theres plenty of space up here in front“. Nesta altura alguém ao meu lado me disse: “O pessoal da segurança deve estar a entrar em pânico!“… era ver uma multidão a chegar-se à frente, mesmo junto ao palco, a centímetros do suporte do microfone. dEUS pediu, o povo acedeu.

Uma palavrinha acerca da decoração interior da casa da música (que por fora, continuo a dizer: Valha-me dEUS! Naquele sítio do Porto fazer aquilo devia ser considerado crime contra a humanidade):
Não conseguiam achar uma decoração tipo “tigre”, com paredes douradas (e riscas ainda mais douradas) mais parola para meter naquele auditório? É que sinceramente…

PS: Muito bons os 45 minutos dos Absynthe Minded a abrir a noite…

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