Via Malaposta acabei por parar no Votem nas putas que nos filhos não resultou, a ler um grande, grande texto, do qual retiro alguns excertos:

Devagarinho, muito devagarinho, fomos matando os sonhos daquilo que poderia ser um Portugal diferente.
Diferente do que era até 1974, mas também diferente dos outros.

Tudo isto é o produto de políticos que actuam no sentido da conservação do tacho, não vá acontecer que tenham de arranjar emprego, mas também de uma classe política pouco ilustrada, portadora de miopia intelectual e vivencial para quem o mundo se confina a Lisboa e ao Algarve.

Vamos agora passar a ter um Presidente da República sem preocupações políticas, sem uma sólida noção do que seja a verticalidade nacional, que alardeava a sua qualidade de bom aluno da então CEE, quando liquidava a agricultura portuguesa a troco de seiscentos milhões de contos, alienava o nosso direito no campo das pescas entregando-o aos espanhóis e em simultâneo distribuía subsídios para arrancar oliveiras, depois para as plantar outra vez, engordando empresários e industriais que faziam falsas formações e actuando sobre eles com um controle financeiro da aplicação dos fundos e não da sua eficiência no campo dos resultados.
Poderíamos ter sido relativamente originais, criando solidamente riqueza para depois a podermos distribuir, em vez de andarmos a distribuir lucros futuros de duvidosa existência.
Em Inglaterra e em França mantém-se os pequenos produtores no campo agrícola e pecuário. Não são grandes empresas como aquela inaugurada por Cavaco em Grândola, cujo investidor acabou por fugir com os subsídios e dívidas à CGD, são pessoas que através de pequenas explorações criam produtos de alta qualidade, em pequena escala e assim mantêm a sua independência evitando situações de pobreza ou recurso à segurança social.
Mas não, Cavaco quis tudo em grande, tudo estilo América, como agora: diz querer transformar Portugal numa Califórnia!!!

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