Este texto fi-lo eu há umas semanas para um fórum, onde decorria mais uma campanha de angariação de gente estúpida para PNR’s e afins.

Outra coisa que me intriga é o porquê de defenderem o nacional-socialismo (a.k.a. nazismo)…
Pelo menos tenho a noção que um movimento desse tipo nunca terá expressão real (nem aqui nem em lado nenhum) tão cedo, pois a ascensão do nacional-socialismo alemão na década de 20 (desde 1919 para ser mais preciso) deveu-se a uma série de factores políticos/sociais muito próprios e derivados da primeira guerra mundial. A própria ascensão Hitleriana deveu-se a corrupção em tribunais (ou os meninos não conhecem a história por detrás do seu mês de prisão + 3 meses de probação? ), e a um carisma muito próprio que, na altura, se coadunava com as esperanças da larga maioria dos alemães (identificados com o nacionalismo primeiramente, e mais tarde com o nacional-socialismo que é bem diferente, caso os meninos não tenham noção disso). Aliás, é curioso ver que mesmo dentro do Partido de Hitler, até Strasser tinha relutâncias perante a violência racial demonstrada pelo seu líder. Todo o partido as tinha. Simplesmente, tal como aconteceu com Estaline entre as duas revoluções operárias por ele levadas a cabo, desistir do líder naquela altura específica era retroceder duas décadas. E a Alemanhã não se podia dar ao luxo de o fazer.
Que fique bem claro, para os meninos, que não foi a ideologia racista que levou o nacional-socialismo aos píncaros na década de 30. Foi uma série de conjecturas políticas e sociais e a existência de um homem que marcou o século XX pelos piores motivos, mas ao qual ninguém pode retirar o valor de génio político. A formação do Comité do Reich (com os nacionalistas de Hugenberg, veteranos de Seldte e conservadores-nacionalistas da liga Pan-Germânica) em 1929, a aglutinação dos partidos nacionalistas por parte do partido de Hitler, a crise de 1929/1930, o sentimento de humilhação devido ao tratado de Versalhes referente ao fim da 1ª guerra mundial, etc, essas sim, foram as razões que levaram o nacional-socialismo a tomar a forma e dimensão que tomou.
O próprio Strasser o disse uma vez: “queremos a catástrofe, porque só a catástrofe abrirá caminho às novas tarefas que nós, nacional-socialistas, nos propusemos.”
Quão triste é viver pedindo a desgraça do país.

E antes que digam que eu sou “um preto” dos que vocês tanto amam: Não sou mas tanto me fazia ser ou não ser. Tenho cabelo castanho claro, olhos verdes e tez muito branca. Pareço mais ariano do que o vosso querido líder Hitler, de ascendência judaica, drogado durante mais de 10 anos (viciado em anfetaminas) e que sofria do grande medo do nazismo da época: a sífilis, que tinha apanhado em jovem, de uma ida às prostitutas bávaras, mas que tentou manter em segredo até à sua morte com medo que isso afectasse a crença dos que o seguiam como líder puro…

E esta, hein?

Tanta boa gente a morrer neste mundo e não há a porcaria dum camião desgovernado que apanhe estes animais aos molhos de 50 de cada vez…

Pronto… agora é só esperar que eles cá venham ameaçar-me… ahaha

Comments ( 5 )

  1. ReplyJC Barros
    "Tenho cabelo castanho claro, olhos verdes e tez muito branca.". E é um jovem bem agradável à vista, se me permitem a observação.

    "(...)sofria do grande medo do nazismo da época: a sífilis, que tinha apanhado em jovem, de uma ida às prostitutas bávaras(...)". E o mal disso é? Uma coisa dessas é para uma pessoa se orgulhar. É como ter um estilhaço de uma granada alojado no abdómen. É pra se mostrar e gabar.
  2. ReplyPaulo Costa
    lol
    É que quem ler o teu comentário pensa que estás mesmo a falar a sério... :D



    E preocupa-me a primeira parte do teu comentário... preocupa-me mesmo, joão...
  3. ReplyJC Barros
    Mas se é verdade...
    :P
  4. ReplyAnonymous
    algum revisionismo, nao?
  5. ReplyPaulo Costa
    revisionismo? Sim, talvez... gosto de rever história baseando-me em bibliografia coerente e séria. Gosto especialmente de alguns historiadores credíveis como Richard Overy (se não me engano é catedrático em Cambridge) e escreveu, entre outros o "Ditadores".

    Curiosamente, quando, entre outras coisas, os nacional-socialistas recusam aceitar o holocausto como acontecimento real, não conseguem apresentar uma única prova, ou pelo menos, algum indício que fundamente a sua opinião para além de uma estupidez que lhes é inerente.