Na passada sexta feira estive mais de 4 horas sentado, com a minha namorada, em conversas sobre tudo e mais alguma coisa lá no sítio do costume e onde invariavelmente os nossos grupos de amigos se juntam no fim de semana. A banda sonora durante grande parte desse tempo foi Roger Waters, no seu concerto no Pop in Rio e que estava a ser transmitido em directo pela SIC Radical. Paramos de falar por alguns minutos várias vezes para ouvir algumas daquelas músicas que marcaram várias gerações. No meu caso foi mais por descoberta própria, embora os meus pais sempre me tenham falado em Pink Floyd como A banda. No caso dela tantas foram as vezes que o pai a fez ouvir em casa, quando era mais nova.
No sábado decidi ir ao baú das minhas velharias e procurar por lá um dos primeiros cd’s que comprei quando tinha os meus 15 ou 16 anos: Dark Side of the Moon. Lá encontro as duas músicas que me fazem, literalmente, parar no tempo, controlá-lo até. Eu sei que músicas como a Time, Money, Shine on you crazy diamond (a tua favorita), Another Brick in the wall ou Wish you were here são marcos, mas há duas que são bem menos mediáticas que me enchem as medidas… ainda para mais são como que o seguimento uma da outra.
Brain Damage e Eclipse. É por isto que Pink Floyd é muito mais que uma banda. É por isto que são imortais.

Brain Damage
The lunatic is on the grass
The lunatic is on the grass
Remembering games and daisy chains and laughs
Got to keep the loonies on the path
The lunatic is in the hall
The lunatics are in my hall
The paper holds their folded faces to the floor
And every day the paper boy brings more
And if the dam breaks open many years too soon
And if there is no room upon the hill
And if your head explodes with dark forbodings too
I’ll see you on the dark side of the moon
The lunatic is in my head
The lunatic is in my head
You raise the blade, you make the change
You re-arrange me ‘till I’m sane
You lock the door
And throw away the key
There’s someone in my head but it’s not me.
And if the cloud bursts, thunder in your ear
You shout and no one seems to hear
And if the band you’re in starts playing different tunes
I’ll see you on the dark side of the moon

Eclipse
All that you touch
All that you see
All that you taste
All that you feel
All that you love
All that you hate
All you distrust
All that you save
All that you give
All that you deal
All that you buy
beg, borrow or steal
All you create
All you destroy
All that you do
All that you say
All that you eat
everyone you meet
All that you slight
everyone you fight
All that is now
All that is gone
All that’s to come
And everything under the sun is in tune
But the sun is eclipsed by the moon.

E como sou vosso amigo, partilho-as ali no radio-blog na barra lateral.

Comments ( 8 )

  1. ReplyJC Barros
    Olha que se há banda que eu não sou um apreciador maluco são os Pink Floyd. Há umas quantas músicas que gosto mas, no geral, não sou doido por eles. Isto apesar de compreender a admiração que eles conquistaram. Consigo ver isso mas quando ponho as músicas a tocar...não encaixamos.

    Outra coisa:
    "(...)mais de 4 horas sentado, com a minha namorada, em conversas(...)"
    PFFFFFFFFFFFF!!!!
    Queres conversa sentas-te ao lado de uma velha nas urgências de um hospital. Agora com a namorada? Conversa? Durante 4 horas?
    :P
  2. ReplyMarquêz
    Fdx k cena gay!!!
  3. ReplyPaulo Costa
    Pá, tu tens uma moral em ainda vir cá... o gajo que me diz: "vou-te cravar um cigarro porque deixei o maço no tablier do carro... quando saír dou-te um... a sério, dou mesmo... foi mesmo porque me esqueci do maço em cima do tablier...".

    Caloteiro.

    Pá, eu no teu lugar tinha vergonha de ainda me dirigir a palavra.
  4. ReplyCanneloni
    Grandes músicas realmente, e digo-te Pop in Rio ou não, o concerto foi qualquer coisa de espectacular :D , e os Kasabian na tiveram nada mal também, aliás prestei mais atenção ao concerto deles que propriamente ao dos Red Hot.
  5. ReplyMr. Deluxe
    Lembro-me perfeitamente de ouvir, religiosamente, o CD duplo que era o “The Wall” quando era mais novo e roubava os cd’s ao meu irmão mais velho e ao meu tio apreciador de boa música. Ainda nem apertar os meus atacadores sabia e já conseguia cantar todas as faixas de cor e salteado. Lembro-me tão bem como hoje e durante toda a minha infância só um outro disco pode rivalizar com este de Pink Floyd: “Waiting for the Sun”, dos The Doors.

    Hoje em dia ambos ainda estão bem presentes no meu baú de recordações, embora com o tempo os Floyds foram-se impondo e hoje em dia, embora ainda aprecie e muito os sons alucinados de Jim Morrison e seus compinchas, é a banda inglesa que mais me diz.

    Hello...
    Is there anybody in there?
  6. ReplyTino_de_Rans
    FDX um post tão grande só pra dizer que tem namorada....
  7. ReplyJC Barros
    O que é aquilo lá em cima no cabeçalho?

    Sim, este tem cartas mas...letras brancas sobre amarelo?
    Gostava mais quando o blog era azul e branco.
  8. ReplyPaulo Costa
    Sim tino, e é mais do que tu podes dizer...

    E joão, meti este cabeçalho porque as letras leem-se perfeitamente. Ainda andei a brincar com as cores e cheguei a meter a imagem em tons de azul, o que até nem cansava muito a vista, mas ficava pior. Gosto deste assim e é como deve ficar por uns tempos.