Foto tirada pela Apollo 10. Mais na Apollo Gallery.
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A cratera de Moltke tornou-se famosa por ter sido ponto de referência na alunagem da Apollo 11. É uma cratera jovem, primária, com 7 kms de diâmetro e paredes com inclinação acentuada. Esta imagem tirada pela Apollo 10 mostra a quantidade de material ejectado pelo choque que causou esta deformação na superfície lunar e que se acumula nas vizinhanças da mesma. Com um sol mais alto no céu lunar este material ejectado aparece-nos mais brilhante, e nesta fotografia em particular surge na forma de pequenas pilhas e sulcos que escondem crateras de impacto secundárias.
Na verdade, esta àrea, tal como qualquer outra àrea da superfície lunar fotografada em alta resolução, está cravejada de pequenas crateras secundárias.

Mas o estudo de uma cratera de impacto jovem na superfície de Marte leva alguns investigadores a acreditar que milhões de crateras secundárias possam surgir derivadas da formação de uma cratera primária de médio tamanho. Isto significaria que a grande maioria das crateras com menos de 2 kms de diâmetro na Lua e em Marte são crateras secundárias. E assim, as estimativas para as idades das superfícies planetárias baseadas na contagem de pequenas crateras sofreria um rude golpe na sua credibilidade e precisão.

A grande maioria das crateras possíveis de observar com telescópio possui diâmetros superiores a 2 kms e são, quase certamente, primárias, mas quando se observa uma fotografia em alta resolução como a acima colocada, verifica-se que praticamente todas as pequenas crateras encontradas nas superfícies dos planetas são secundárias.

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