Para quem em 1986 falhou a passagem do cometa Halley pelo interior do sistema solar ainda restam duas alternativas:
  • Esperar pelo verão de 2061 para o voltar a ver.
  • Passar esta semana a olhar para o céu.
Não é que o Halley esteja de novo visível, mas os seus “restos” estão. Pequenas partículas que variam de tamanho entre partículas de pó e grãos de areia mantêm-se na órbita do cometa que já circundou o Sol muitas centenas (milhares até) de vezes permitindo que o seu reasto de poeiras se distribua de forma quase uniforme por toda essa mesma órbita. Sempre que esses pequenos “restos” do cometa colidem com a Terra, a fricção causada pelo choque com a atmosfera causa aquilo que nós conhecemos como uma “chuva de estrelas”.

A órbita do Halley aproxima-se da Terra em dois pontos: no início de Maio, produzindo as Eta Aquáridas, e agora a meio de Outubro produzindo as Oriónidas.
Os nomes derivam dos locais de onde surge a ilusão de ver a chuva de meteoros nascer. Se focarmos durante as noites desta semana a constelação de Orion, parecerá que virão de lá quase todas as estrelas cadentes visíveis no céu.*

A melhor noite para observação será a de 21 para 22 de Outubro, onde se esperam 20 a 25 meteoros por hora nos nossos céus (se o tempo ajudar, o que não parece ser o caso).

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*Adenda com o comentário e correcção ao meu texto, pelo eduardo:
Pequena correcção: Não se deve concentrar a observação apenas na constelação de Orion nem é aí que se verão mais estrelas cadentes. Esse efeito acontece porque, na maior parte do tempo, a parte da Terra que vai à frente, corresponde à direcção dessa constelação. Pode até acontecer que a concentração de estrelas se dê noutra parte do céu. De facto, o único significado do nome da chuva tem a ver com o facto de a direcção do rasto das estrelas, independentemente do ponto de visualização, se dirigir (para trás) para a constelação de Orion, para mim a mais bela do céu.

Comments ( 3 )

  1. ReplyEduardo
    Pequena correcção: Não se deve concentrar a observação apenas na constelação de Orion nem é aí que se verão mais estrelas cadentes. Esse efeito acontece porque, na maior parte do tempo, a parte da Terra que vai à frente, corresponde à direcção dessa constelação. Pode até acontecer que a concentração de estrelas se dê noutra parte do céu. De facto, o único significado do nome da chuva tem a ver com o facto de a direcção do rasto das estrelas, independentemente do ponto de visualização, se dirigir (para trás) para a constelação de Orion, para mim a mais bela do céu. Cumprimentos.
  2. ReplyPaulo Costa
    Sim, tens toda a razão, obrigado pela correcção. Ainda comecei por explicar de maneira mais ou menos perceptível quando falei na ilusão de ver a chuva "nascer" lá (devido à direcção do rasto das estrelas como referes), mas a seguir borrei a pintura ao dizer que se observarmos apenas essa zona veremos quase todas os meteoros, quando na verdade a maior concentração de meteoros poderá estar em qualquer outro ponto do céu.
    Vou acrescentar o teu comentário como adenda ao post. :)
  3. ReplyPaulo Costa
    Sim, tens toda a razão, obrigado pela correcção. Ainda comecei por explicar de maneira mais ou menos perceptível quando falei na ilusão de ver a chuva "nascer" lá (devido à direcção do rasto das estrelas como referes), mas a seguir borrei a pintura ao dizer que se observarmos apenas essa zona veremos quase todas os meteoros, quando na verdade a maior concentração de meteoros poderá estar em qualquer outro ponto do céu.
    Vou acrescentar o teu comentário como adenda ao post. :)