Depois da fantástica interpretação do “Flor de Infesta” no último sábado nas peças que trouxe a Freamunde (e não digo isto para parecer bonito… fiquei mesmo completamente pasmado com as interpretações), chega o terceiro sábado do ENTAF que desta vez fica a cargo do TEF, Teatro Experimental Flaviense (1) , e que nos apresenta a peça “Um Deus dormiu lá em casa”, obra de Guilherme Figueiredo (2).

E se nas duas primeiras semanas a qualidade dos espectáculos foi elevada, pena foi ter verificado algumas cadeiras vazias no sábado passado. O preço não creio que seja desculpa, visto que 2,5€ para estudantes e reformados e 5€ para restantes não deverão ser suficientes para afastar as pessoas de actividades culturais de relevo como esta.
Espero portanto que este sábado se veja novamente casa cheia no Teatro de Freamunde, coisa que o GTF e as companhias participantes neste encontro merecem.

Novamente graças ao Pedro Lopes do GTF é possível disponibilizar aqui informação sobre a colectividade cultural e autor da peça que sobem a palco já amanhã:

(1) O Grupo
O TEF Teatro Experimental Flaviense, CRL é uma Cooperativa Cultural fundada em 20/01/1980.
Para além do Teatro nas vertentes de produção, representação, formação, festivais e aopoi ao renascer do Teatro popular, realiza ainda outras actividades tais como: animação cultural, ocupação dos tempos livres, espectáculos para crianças, a hora do conto para criança da escolas, as mostras de teatro de Chaves, a publicação de uma revista literaária a “Teatrando” e a participação em projectos dos quais se destaca a Desfile Romano em Chaves.
A componente de itinerância com que de inicio ganhou nome continua a correr, quer em Portugal quer em Espanha, já esteve em mais de 100 localidades diferentes destacando-se as principais cidades de Portugal: Lisboa Porto Coimbra Viseu, Setúbal e pela 1ª vez em Freamunde. Ao longo destes Anos de actividade continua recebeu vários prémios e menções destacando-se o Premio Podium 92, Premio Alto tâmega 93, Premio Podium 99 e a Medalha de Mérito Municipal Grau Bronze, atribuída pela Câmara Municipal de Chaves em 2001.

(2)Guilherme Figueiredo
(1915-1997)
Nasceu em Campinas, São Paulo, Brasil. Em 1936 bacharelou-se pela Faculdade de Direito na Universidade do Rio de Janeiro. Participou do Movimento Modernista de 1922 e notabilizou-se principalmente por suas peças teatrais que obtiveram muito sucesso, principalmente “Um Deus dormiu lá em casa” (1949) e “A raposa e as uvas” (1953). Publicou poucos livros de poesia: “Um violino na sombra” (1938), sua estréia nas letras, “Ração do abandono” (1974) e “Pássaro Quebrado” (1983).

Cada indivíduo tem o chato que merece. É impossível chatear um chato. Dois chatos da mesma espécie não se chateiam.” Guilherme Figueiredo

Quero também aproveitar este post, e já que se fala de teatro, para corrigir um erro meu cometido há cerca de meio ano… Quando aqui falei da Jangada Teatro e da sua magnífica peça de Camilo Castelo Branco, “O Morgado de Fafe em Lisboa”, referi a companhia como sendo amadora. Pois há bem pouco tempo fui alertado por email (de Marco Tomás) de que na verdade a companhia é profissional… pois bem, peço desculpa à companhia (aliás, os motivos que me fizeram dizer a palavra “amadora” em nada se prendem com a qualidade apresentada na peça a que assisti, tal como expliquei no email de resposta a Marco Tomás e como se poderá depreender pelo post que escrevi na altura, muito pelo contrário).
De qualquer forma é bom saber que temos companhias profissionais no Vale do Sousa e espero que sirvam de exemplo a muitas outras colectividades amadoras que aspiram a voos mais altos.
E acrescento ainda que, se quiserem assitir a espectáculos da Jangada Teatro ao vivo podem consultar aqui a calendarização dos mesmos… (Obrigado novamente a Marco Tomás por me ter indicado o link).

E chega de conversa, vemo-nos amanhã às 22h no Teatro em Freamunde.

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