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ENTAF06

Tendo Freamunde como motivo “Terra de cultura, trabalho e paz.”, o Grupo Teatral Freamundense encarrega-se de organizar um evento de grande dimensão capaz de fazer jus à primeira premissa.
Assim, já a partir deste sábado, 11 de Novembro, e até ao dia 22 de Dezembro podemos contar com peças diferentes, todos os sábados, levadas a palco por várias colectividades que se deslocam dos mais variados pontos do país até à sede da Associação de Socorros Mútuos (conhecida simplesmente como “o Teatro”) em Freamunde.
Com os espectáculos marcados para as 22 horas é esperado que este ENTAF06 (Encontro de Teatro Amador de Freamunde) promova, antes de mais, o gosto pela representação, a troca de conhecimentos e um bom entretenimento a quem assiste a teatro feito por gosto à arte.

Actividades destas são de saudar, não só pelo que proporcionam às populações de Freamunde e arredores, mas também pela vontade mostrada pelos elementos do GTF em relançar em grande estilo o nome de uma colectividade que já muito deu à cidade de Freamunde num passado ainda bem recente e a quem o reconhecimento nem sempre chega.
O primeiro espectáculo, o deste próximo sábado, é trazido por uma outra colectividade cultural Freamundense (Pedaços de Nós) servindo assim de anfitriã a todos os que se desloquem a esta cidade e demonstrando que unindo esforços, em Freamunde, há muita cultura para divulgar.

Haja vontade de continuar estes esforços nesse sentido, mesmo quando a recompensa é “apenas” o sorriso de quem aplaude.

O cartaz:

(clicar para ampliar)

17 thoughts on “ENTAF06”

  1. Ahah, cuidado Maria, não queiras saber… ainda acabas por gostar mais dos finos do Mota do que da água do agrelo. :D

    Os finos do Mota (que é um café) têm qualquer coisa que ninguém sabe bem explicar… mas sabem melhor do que os outros. É impressionante estarmos a acabar a cerveja, olhar para o copo, e ainda ver aquele gás todo a nascer.
    Há tantos anos que é assim, e ainda ninguém arranjou uma explicação lógica para aquilo.

  2. A fonte do Agrelo é uma fonte que tem aguas encantadas, que quem por lá passar e beber, fica eternamente ligado a Freamunde. Se por ventura tiver um bom padrinho, e se cumprir o ritual do baptismo, então nunca mais sai de Freamunde. Eu não saí …

  3. Obrigado Pedro!

    Quando vi neste blog o cartaz do festival veio-me á memoria duas pessoas importantes para Freamunde e que infelizmente não se encontram já entre nós o Sr. Fernando Santos E o Zézé Gomes.

    Melhor que eu podem falar as pessoas que mais de perto com eles privaram, no teatro, nas “vespas”, etc… mas julgo que, embora de forma diferente, são duas figuras marcantes da historia recente de Freamunde pela disponibilidade e dedicação á sua terra!

  4. Boas. Gostaria de em meu nome pessoal e em nome de GTF agradecer este post ao Paulo Costa, pela disponibilidade demonstrada em divulgar o ENTAF06. Tambem e em resposta ao Gomes, os bilhetes neste 1º espectaculo estarão à venda no local do espectaculo a partir das 21:00h, para os espectaculos seguintes estrão durante a semana à venda na Papelaria Papelinha, em frente às bombas da GALP, em Freamunde, e nos dias de espectaculo no Teatro. Os preços são de 2.50€ para estudantes e reformados e 5€ restantes pessoas, portanto um preço não elevado mas uma pequena ajuda para pagar as despesas inerentes a um festival de teatro.

  5. é com um enorme gosto que vejo renascer o entaf, eu que colaborei no primeiro que se realizou em 1995!?!
    Este foi o símbolo de então, aqui reproduzido em http://photos1.blogger.com/blogger/7837/1379/1600/ENTAF%2095.0.jpg

    O seu autor foi o grande Nuno Leão.
    Como deve ter sido ele quem criou o recente cartaz. Está lá a sua imagem, para quem conhece os seus trabalhos…

    maria, desculpa mas Freamunde nem sequer fica longe do Porto… são trinta quilómetros de distância…
    por outro lado e sem qualquer tipo de ofensa, reparo que não conheces mesmo Freamunde caso contrário nem sequer abrangias nesse comentário a nossa terra… Freamunde é terra que muito pugnou pelas actividades culturais que, apesar de poderem andar a escassear (já no meu tempo era assim), sempre se fez realçar sobre as demais…
    convido-te a visitar a nossa terra porque “quem não sabe é como quem não vê”, e depois pede para ser baptizada por algum teu amigo freamundense (pode ser o paulo) no fonte do agrelo… verás nunca mais nos esquecerás (olha, rima e é verdade)…

    um abraço ;)

  6. Confesso não conhecer Freamunde, sou do Porto mais propriamente Gondomar mas Gondomar centro, e infelizmente tenho noção que por essas cidades mais longe do centro existe pouco investimento cultural, é de louvar este tipo de iniciativa.

  7. Exactamente! Ainda há bem pouco tempo li um post excelente sobre o investimento que se faz (ou não se faz) em cultura, no Bitaites, escrito pelo Pedro Marques.
    Esse post nasceu acerca do problema que se criou com a privatização do Rivoli, e aconselho mesmo a leitura:
    http://bits.webhs.org/bitaites/?p=2651

    Cito aqui umas linhas:

    “A questão é bastante reveladora da atenção que os nossos governantes (locais ou nacionais) têm para com os artistas e os teatros. Vêem os teatros e as coisas ligadas à cultura (galerias de arte, espaços para concertos ou apenas salas de ensaio) como um mal que não é forçosamente necessário. Acham que a cultura se reduz a uma espécie de verniz que as pessoas mais ou menos bem educadas usam conforme o gosto ou a cor, que ajuda nas relações sociais e distrai antes de acontecimentos “VERDADEIRAMENTE” relevantes.”

    “O problema não está nas pessoas mas naquilo que os governantes querem fazer das pessoas. Se queremos que as pessoas fiquem ignorantes e desconheçam o alcance e profundidade da maioria das obras de arte, perpetuando a noção de que a arte é para uma elite informada e culta, então aquilo que obtemos é um país inculto e ignorante que não vê mais longe que a esquina da sua casa e o estádio do clube de futebol do qual é adepto. Se queremos tirar o acesso das obras de arte a jovens com 18, 19 anos, então aquilo que obteremos daqui a 20 anos serão pessoas obtusas confinadas ao seu emprego – como um arquitecto confinado aos seus rectângulos e quadrados. Todos sabemos que a melhor maneira de manipular as pessoas para que elas aceitem e comprem aquilo que queremos é mantendo-as ignorantes – ou seja, fazendo com que não saibam pensar por si próprias. Será isto o que os governantes querem?
    Pode parecer demasiado Orwelliano (cá está uma referência que nem todos vão perceber – o que posso eu fazer?) mas é esta a mentalidade dos nossos governantes. E quando falamos de municípios o problema ainda é mais grave.”

  8. É bem jeitoso. Nós, por cá também tivemos o Festival de Teatro no final do mês passado, início deste.
    Estas iniciativas servem bem para mostrar que há público ansioso para assistir a teatro espalhado por todo o país e não apenas nos grandes centros, particularmente Lisboa. Tem é de haver vontade para levar a Cultura a quem está mais distante mesmo que isso custe dinheiro – o que nem “custa”, é investimento.

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