No meio de tanto azar há sempre quem tenha sorte. Kubica experimentou os dois lados da faca… azar pelo toque na traseira do Toyota de Trulli que causou o embate a cerca de 300km/h num muro de cimento (podem tirar o vídeo com óptima qualidade daqui) e sorte por só ter tido um pé meio deslocado.
Sorte também tiveram alguns pilotos como Wurz que arriscaram uma estratégia de uma paragem que seria impraticável numa corrida “normal”, mas com tantos safety-car (muito pneu poupado, muita gasolina poupada) em pista acabaram por conseguir levar os carros até ao fim… aliás, os safety-car andaram tanto tempo às voltas na pista que o habitual Mercedes conduzido por Maylander teve que reabastecer dando lugar a um Honda branco por umas voltas.

Mas falando da corrida e dos pilotos (quase um a um):

  • Hamilton: perfeito. Se dúvidas ainda havia, ficaram desfeitas. É um fenómeno.
  • Alonso: Atacou, atacou, atacou… e como quem ataca assim tanto costuma dar-se mal, teve alguns erros (quase sempre na primeira curva) que lhe foram custando posições (a pior acabou por ser a paragem quando não era permitido. Desconcentração da equipa e piloto). No fim foi protagonista com Sato de um momento caricato. Foi ultrapassado pelo Japonês da Super Aguri. E se me fartei de rir com o momento também sou o primeiro a reconhecer que o Alonso não podia ter feito absolutamente mais nada naquela situação porque os seus pneus super-macios já tinham perdido toda a aderência umas quantas voltas antes. Isso foi notório quando a cerca de 6 voltas do fim, e enquanto atacava Raikonnen, começou a rodar cerca de dois segundos mais lento do que fizera até então. Ao Sato bastou aproveitar o facto de na saída das curvas o McLaren não ter qualquer tipo de aderência e tracção.
  • Massa e Fisichela: Estavam a fazer tudo bem até se esquecerem de parar num semáforo. Literalmente. Não os desculpando também há que dizer que os comissários de pista tinham o vermelho ligado na saída das boxes por razão absolutamente nenhuma… e os pilotos simplesmente saíram das suas boxes como em qualquer outra paragem. Resumindo: estupidez da FIA, completa estupidez dos pilotos que têm que ter em atenção os semáforos.
  • Wurz: Certinho, certinho, certinho… “olha, estou em terceiro”.
  • Kovalainen: Quando não se põe a inventar no carro e não se espeta em muros é gajo para conseguir fazer uns resultados engraçados.
  • Rosberg: andava bem até às entradas dos Safety-car. Foi prejudicado com isso e acabou bem lá para trás. Merecia mais.
  • Heidfeld: Perfeito.
  • Kubica: Um carro com o patrocínio da Intel está sempre a postos para “crashar”.
  • Trulli: O meu herói da corrida: fartou-se de me fazer rir. Consegue fazer um belo 360º na primeira curva sem ninguém lhe tocar, entra nas boxes com as boxes fechadas e acaba por se despistar à saída delas num acidente que fica para a história. De 0 a 20 leva um 2 por entretenimento.
  • Button: lol
  • Barrichelo: Ouvi dizer que andava por lá.
  • Webber: Gosto do Webber, é um gajo que come a relva em campo se for preciso. E quando não está em campo e está numa pista não há problema, farta-se de ir à relva à mesma. Mas estava a fazer uma boa corrida, com bastantes ultrapassagens e foi muito prejudicado com os timings de entrada dos safety-car em pista. Merecia uns pontos.
  • Coulthard: Ouvi dizer que andava a fazer companhia ao Barrichelo.
  • Ralf S. : Quem?
  • Albers e Sutil: Conseguir-se espetar na mesma curva, com uns 2 segundos de intervalo entre eles é obra.
  • Os Toro Rosso: Andam ali a atrapalhar os outros.
  • Raikonnen: Provavelmente estava de ressaca. Ou começa a acertar o passo ou arrisca-se a ouvir críticas de todos os lados.
  • Sato: Deixei-o para último porque o homem fez gato sapato do carro, conseguiu um sexto lugar e porque quero que vejam bem o vídeo da tv japonesa a transmitir o momento. Reparem como eles transformam uma corrida de fórmula 1 num misto de Street Fighter com o saudoso Nunca digas Banzai.
Fora isso, foi provavelmente a melhor corrida do ano. Houve de praticamente tudo e como o Kubica está fino e já diz que é gajo de querer correr nos EUA (vais ter sorte, vais), a coisa acabou por correr bem.

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