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Mark Sandman

O vocalista dos extintos Morphine não era um artista qualquer. Era um génio musical.
Também não era apenas cantor. Era compositor, inventor de instrumentos e multi-instrumentalista..
Também não criou apenas os Morphine. Para além de trabalhos a solo ainda teve tempo de pertencer aos Treat her right e de criar a editora independente Hi-n-Dry.
E quem pensa que este tipo nasceu para a música muito cedo, que seria um predestinado, um tipo a quem todos os caminhos pareceriam querer guiar para uma carreira musical… nem por isso.
Foi taxista, pescador e trabalhou em obras na construção civil antes de conseguir ter a sua banda.

Nunca gostou de falar da sua vida pessoal nas entrevistas que deu durante os seus anos de fama, nunca ninguém soube ao certo a sua idade até à data da sua morte em palco, mas as letras das músicas dos Morphine (especialmente) eram quase autobiografias suas. Era essa a forma de se dar a conhecer.

Ah, esqueci-me de dizer que chegou a estar às portas da morte após ter sido assaltado e esfaqueado no peito dentro do seu táxi e que uns anos mais tarde decidiu criar a sua própria banda desenhada, de nome Twinemen, da qual se deu o nome mais tarde à banda que os dois restantes membros dos Morphine criaram em homenagem ao seu líder.

Mas acima de tudo, acima de toda a admiração que o homem mereça pelo que passou até conseguir os seus momentos de fama, o que interessa mesmo é que ele fazia musica boa, música muito boa, da melhor que conheço. E como dois exemplos deixo-vos aqui duas músicas que se podem encontrar na compilação Sandbox, lançada pela Hi-n-Dry em 2004 e que serve para que algumas das coisas que nunca tinham saído do baú de Sandman vissem finalmente a luz do dia. E em boa hora o fizeram.

F1
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Mais vale tarde que nunca

A corrida já lá vai, mas ainda assim acho que se vai a tempo dizer umas coisitas rápidas:
  • Ao contrário do que foi repetido exaustivamente na Sporttv, não creio que de um momento para o outro a Ferrari tenha ganho supremacia sobre a McLaren. Creio, isso sim, que a pista de Magny-Cours é favorável aos carros italianos e às suas características (maior distância entre eixos, por exemplo). Em Silverstone já me parece que vamos ter as duas equipas muito iguais. Assim como me pareceu que se estava a sobrevalorizar a vantagem da McLaren em relação à Ferrari nas corridas no continente americano também me parece pouco sensato dizer que no espaço de 8 dias a Ferrari conseguiu recuperar meio segundo de atraso em relação à equipa inglesa e ainda a ultrapassou por outro meio segundo. Cada pista é diferente da anterior e os detalhes de cada carro e de cada prova são o que fazem a real diferença entre as equipas.
  • Hamilton fez o que pôde, Alonso fez mais do que pôde. Mas foi bonito (e talvez a única coisa de interesse real na corrida) ver as suas lutas com Heidfeld e Fisichella. Com o Heidfeld conseguiu mesmo uma ultrapassagem ao fim de umas quantas voltas de tentativas, mas foi uma ultrapassagem que lhe valeu umas belas reprimendas por parte dos outros pilotos do “debriefing” final do fim de semana. Enquanto que os nossos comentadores elogiavam a ultrapassagem, por fora num dos “S” rápidos da parte interior do circuito, eu só pensava que se Heidfeld não tem cortado a chicane e seguido em frente tinha havido ali um problema jeitoso. E pelos vistos os outros pilotos também acharam o mesmo para terem ficado furiosos com o espanhol. Se ninguém passa ali por algum motivo é e o Alonso devia saber isso muito bem. Ainda assim, pela corrida emotiva que fez e pelo ritmo que demonstrou quando estava “livre” de pilotos mais lentos, acho que merecia um lugar mais alto na classificação final.
  • O Kimi decidiu não beber antes da corrida e acabou por se sair bem. Foi da maneira que pôde beber no fim (a maneira como ele se agarra à garrafa de champanhe no pódio até assusta).
  • Os Honda lá fizeram um pontinho. Já podem ir para casa descansados.
  • Se o realizador francês se dignasse a filmar o pelotão que seguia lá para trás a corrida era capaz de ter tido bastante mais interesse.
Este fim de semana há mais.

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Agora uma coisa gira para aqueles que gostam de acusar a Ferrari de ao longo dos anos ter sido constantemente beneficiada pela FIA, de fazer “batotas”, etc…

Resumidamente: a McLaren fazia (até agora) espionagem e sabotagem na Ferrari através de subornos a um dos seus engenheiros principais. Ok, se fosse a Ferrari a fazer isso cairia o Carmo e a Trindade, como é a McLaren não vejo indignação em lado nenhum. É… parece-me bem.