inutilidades
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Uma rapidinha.

Será que se eu mandar a minha sugestão de mudar o nome de “Volta a França em Bicicleta” para “Volta a França em Esteróides” ou de “Le tour de France” para “Le tour de drogues” para a organização da prova me levam a sério?
música
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Maracas e muito mais.

Há pouco mais de 10 anitos apareceu um senhor alemão de seu nome Uwe Scmidt, na altura conhecido como Atom, DJ e produtor de música electrónica, que se lembrou de criar algo diferente, bastante diferente. E que tal pegar nalguma música latina, juntar-lhe uns quantos samples, uma orquestra de músicos latinos e divertirem-se à grande?
E assim nasceu Señor Coconut. Estreou-se em 97 com um álbum chamado El Gran Baile e dois anos depois lembrou-se de fazer algo ainda mais estranho: e que tal pegar em músicas dos Kraftwerk e transformar os ritmos electrónicos em ritmos latinos? E assim nasceu em 99 o El baile Alemán. Desde aí a crítica tem-se rendido por completo aos seus trabalhos em estúdio e às suas actuações em palco com a Yellow Magic Orchestra. Não faltam versões de Michael Jackson, Sade, Deep Purple e até dos The Doors no reportório deste malabarista das maracas.
Deixo-vos aqui três musiquinhas para apreciarem, e se vos der jeito apareçam no sábado por Sines, no festival de músicas do mundo, para onde parto amanhã ao fim da tarde na companhia deste senhor e respectivas patroas para no sábado dar uns toques de cha-cha-cha na praia depois de ouvir também no Castelo os Gogol Bordello de que falei uns posts mais abaixo.

F1
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A palhaçada do ano.

Podia vir do Alberto João, não seria de admirar. Podia vir do Portas, não seria de admirar. Podia vir de muitos lados mas não estava à espera que viesse do tribunal da FIA…

A história é a seguinte:
Desde o início desta época que um engenheiro da Ferrari passou a um engenheiro chefe da McLaren informação confidencial (um pequenino dossier digitalizado que ao todo tem “apenas” 780 páginas de informação sobre o carro da Ferrari e os desenvolvimentos de que será alvo durante esta época). A isso chama-se espionagem industrial e está expressamente proibido no artigo 151c do International Sporting Code tendo como sanções previstas o afastamento da equipa que promove a espionagem do campeonato em curso com possível agravamento da pena para o ano seguinte.

A Ferrari descobriu, despediu o engenheiro e pediu à FIA que actuasse.
A McLaren, para se tentar livrar de confusões suspende o seu engenheiro.
A FIA leva o caso ao seu conselho de justiça (FIA World Motor Sport Council).
Hoje mesmo decorreram as audições à defesa da McLaren.
Resultado? Agora é que vem a parte gira…

A McLaren é considerada responsável e culpada por infringir o artigo acima referida e incorrer naquilo a que a FIA declarou no seu documento oficial como sendo a fraudulent manner and therefore in a manner prejudicial to the interests of competition or motor sport in general“.

Consequências? Nenhumas. Porquê? Porque segundo a mesma FIA não se encontraram provas de que a informação tenha sido usada no carro da McLaren.

Ora bem, estamos agora perante um caso raro: um ladrão assalta uma loja, rouba todo o seu conteúdo e leva-o para casa. Dias depois chega lá a polícia e o ladrão vai a tribunal. Chegados a tribunal o juíz declara o ladrão culpado mas não lhe dá sentença porque segundo o ladrão disse na sua defesa: “-Hey, eu roubei mas não usei o que roubei. Eu queria uma Playstation cinzenta mas acabei por roubar uma das pretas. E como não gosto das Playstation pretas deixei-a num canto em casa e nem a usei.“. “-Certo, está livre para ir embora.”. Afinal de contas roubar agora já não é crime.

A notícia da sentença (ou falta dela).
A reacção da Ferrari.

É, sem dúvida, a maior palhaçada que a FIA podia produzir. Parabéns, conseguiram fazer com que me esteja a borrifar para o resto da época.