O vocalista dos extintos Morphine não era um artista qualquer. Era um génio musical.
Também não era apenas cantor. Era compositor, inventor de instrumentos e multi-instrumentalista..
Também não criou apenas os Morphine. Para além de trabalhos a solo ainda teve tempo de pertencer aos Treat her right e de criar a editora independente Hi-n-Dry.
E quem pensa que este tipo nasceu para a música muito cedo, que seria um predestinado, um tipo a quem todos os caminhos pareceriam querer guiar para uma carreira musical… nem por isso.
Foi taxista, pescador e trabalhou em obras na construção civil antes de conseguir ter a sua banda.

Nunca gostou de falar da sua vida pessoal nas entrevistas que deu durante os seus anos de fama, nunca ninguém soube ao certo a sua idade até à data da sua morte em palco, mas as letras das músicas dos Morphine (especialmente) eram quase autobiografias suas. Era essa a forma de se dar a conhecer.

Ah, esqueci-me de dizer que chegou a estar às portas da morte após ter sido assaltado e esfaqueado no peito dentro do seu táxi e que uns anos mais tarde decidiu criar a sua própria banda desenhada, de nome Twinemen, da qual se deu o nome mais tarde à banda que os dois restantes membros dos Morphine criaram em homenagem ao seu líder.

Mas acima de tudo, acima de toda a admiração que o homem mereça pelo que passou até conseguir os seus momentos de fama, o que interessa mesmo é que ele fazia musica boa, música muito boa, da melhor que conheço. E como dois exemplos deixo-vos aqui duas músicas que se podem encontrar na compilação Sandbox, lançada pela Hi-n-Dry em 2004 e que serve para que algumas das coisas que nunca tinham saído do baú de Sandman vissem finalmente a luz do dia. E em boa hora o fizeram.


Comments ( 7 )

  1. Replyricardo
    E o Super Sex é talvez a música mais cool de sempre. Vi-os no 1º Super Rock há mais de 10 anos. Fui lá pelos Faith no More e saí de lá encantado com os Morphine.
  2. ReplyHugo
    Gosto da música dos Morphine, mas confesso que não sabia praticamente nada do Mark Sandman. Fiquei fascinado. Ainda dá mais vontade de ouvir a música dele.
  3. ReplyPaulo Costa
    Também sou fã da Super Sex. E quanto mais conheço do Sandman e dos Morphine pior me sinto em relação a não ter a hipótese de alguma vez os poder ver num palco.
    Ficam as músicas e o que algumas delas já significam para mim (acho que foi por cá que cheguei a dizer uma vez que ouvir Morphine é como ouvir a banda sonora de alguns dos momentos que melhor guardo na memória).

    E Hugo, eu também só fiquei a conhecer melhor a história dele há algum tempo... sempre tinha tido uma ideia completamente oposta acerca de como ele seria, do tipo de vida que levava, etc. E quanto mais descubro e mais coisas vou ouvindo (como algumas da tal compilação "Sandbox" que me eram completamente desconhecidas) mais gosto também.
  4. ReplyJC Barros
    Mais um "post musical" de alto valor.
    Tu dás-lhe bem.
  5. Replyricardo
    Entretanto, Paulo, e fugindo (mas não muito) ao tema do post, não te esqueças de dia 7 de Novembro, se puderes, dar um pulo ao Coliseu de Lisboa para ver aquela que é, para mim, a melhor banda do momento: Interpol. O 'aperitivo' que foi o concerto deles no Festival SuperRock deixou-me com água na boca. Enfim, mais cerveja do que água...
  6. ReplyHerói
    n conhecia e fikei a gostar..mt bom sim senhor ;)

    axincalhante.blogspot.com

    hasta
  7. ReplyA Norte nada de novo
    Felicito-te pelo extremo bom gosto musical.