Noites de Agosto, muita preguiça, a namorada de férias a 600kms de distância. São os melhores ingredientes que se podem pedir para preparar umas sessões de cinema “light”. E como estreou agora por cá o Evan Almighty e consegui arranjar o Blades of Glory que pelo que consegui perceber nem sequer está nas salas portuguesas -por isso não me perguntem como é que o arranjei- , ontem e hoje lá me entretive com os filmes.

Sou fã do Steve Carrel, protagonista do Evan Almighty, e sou fã do William Ferrel, protagonista do Blades of Glory, mas estava de pé atrás com os dois filmes. O primeiro é uma sequela apresentada como “a comédia mais cara de sempre de Hollywood” – ninguém me convence que o Rei Escorpião não entra nesta categoria- e não queria ver o segundo com expectativas muito altas porque depois de ver o Talladega Nights fico sempre à espera de uma comédia que realmente me faça rir e isso não é lá muito fácil de conseguir. Sim, sou um esquisito do caraças.

1º – Evan Almighty: ok, safa-se o Carrel, do mal o menos. O argumento é mau (o do primeiro filme tinha piada… deus a querer tirar uns dias de férias é uma ideia original). Aliás, fiquei mesmo com a sensação de que o presusposto do argumento e forma como este desenvolve a partir daí não fazia sequer sentido. O Morgan Freeman é um senhor do cinema mas o papel dele é tão irrelevante que não dá para tentar salvar o que quer que seja. As piadas são muitas vezes forçadas e previsíveis embora se apanhem por lá algumas boas tiradas e o recurso a animais é sempre uma maneira certa de agradar a quem paga o bilhete.
É um daqueles filmes que daqui a 2 ou 3 anos começará a passar semana sim – semana não na Sic ou TVI, e acho que isso diz tudo sobre o filme.

2º – Blades of Glory: Argumento absurdo com o padrão cliché de altos e baixos na história que existem em qualquer comédia manhosa, sequências ainda mais absurdas com a perseguição nas ruas, em patins de gelo com o “crossbow”, as cenas no centro comercial e o útimo minuto de filme a baterem os recordes todos , caracterização ridícula dos personagens, diálogos que não lembram ao diabo. E a melhor parte: é tudo propositado, fartei-me de rir. É uma comédia como deve ser: completamente despretenciosa e apenas com o intuito de fazer rir. Não tem mensagens políticas, sociais, morais… nadinha. É apenas uma história completamente absurda levada ao extremo sem nunca caír naquela piada que nos faz olhar para o lado enquanto se vê e se pensa “que ridículo…”.
Se estão com vontade de rir, não têm paciência para estar a ver um filme que puxe pelo cérebro durante um segundo que seja e arranjarem maneira de ter na mão este Blades of Glory, não pensem duas vezes. É Will Ferrel em grande.


Comments ( 2 )

  1. ReplyHugo
    O Blades of Glory já esteve nos cinemas portugueses! Concordo com o que escreveste... é ideal para fazer rir.
    O Evan Almighty ainda não vi... e não tenho muita vontade... vou esperar que passe num fim de semana na Sic ou TVI!
  2. ReplyPaulo Costa
    Oh diabo, já esteve no cinema? É para veres como ando actualizado... Já não ia ao cinema há alguns meses e como não o encontrei em lado nenhum pensava que ainda não tinha estreado ou nem sequer ia estar nas salas em Portugal. :\