Os últimos dois posts falam de coisas de que gosto, este não vai ser excepção e vem confirmar a regra do “não há duas sem três”.
Vou falar do Filipe Menezes. Gosto dele, e os portugueses deviam gostar todos, nem que fosse por uma simples questão de gratidão colectiva. Já dizia o velho ditado que “rir é o melhor remédio”, e como tal os portugueses devem andar agradecidos ao senhor por fazer de Portugal um país com gente mais saudável.

Isto por causa das suas declarações do dia 10 em que afirma convictamente à SIC notícias que o Sócrates deve pedir desculpa ao país à custa da morte (mais uma) de um segurança da noite do Porto.

Eu iria ainda mais longe:

  • o senhor primeiro ministro devia pedir desculpa ao país por este ter acordado com temperaturas que nos fazem a todos repensar duas vezes o simples gesto de puxar para trás os lençóis antes de sair da cama.
  • O senhor primeiro ministro deve também pedir desculpa ao país pela falta de chuva que tem marcado este outono. É inconcebível e faz-nos ficar cada vez mais na cauda da europa.
  • O senhor primeiro ministro deve ainda pedir desculpa pelas mortes causadas na estrada por condutores em excesso de velocidade às 5 da manhã, como a daquele que espetou uma carrinha Audi contra a parede de uma casa no Algarve, deitando essa mesma parede abaixo e só por milagre não matando quem lá dentro dormia, mesmo quando as estradas possuem sinalização luminosa de 50 em 50 metros a avisar que o limite de velocidade naqueles locais é de 50 km/h.
  • O senhor primeiro ministro devia ainda pedir desculpa ao país por ser primeiro ministro de um país onde o principal líder da oposição consegue ser mais, vá lá, “castiço” agora que tenta falar com ar sério, tranquilo e consciente para as câmaras de televisão do que quando o fazia tentando passar a imagem de populista enquanto presidente da câmara de Gaia.

Comments ( 3 )

  1. ReplyPedro
    E que tal pedir desculpa pela insuportável carga fiscal a que submete os cidadãos, inviabilziando qualquer tipo de igualdade de oportunidades? Que tal pedir desculpa por se inserir num partido dito socialista quando tudo o que promove apenas incentiva a aristocracia tendente a um regime oligárquico? que tal pedir desculpa por ser primeiro-ministro de um país e passar 6meses metido em Bruxelas a organizar tratados que agridem a soberania nacional? Que tal pedir desculpa pela cobardia que ostenta ao não referendar esse mesmo tratado? Se a aprovação na assembleia é tão legitima, porque raio se fez um referendo sobre o aborto? É só para o que dá jeito? Referendar apenas quando, à priori, se espera a vitória?!
    mais desculpas possíveis?!?!?!
  2. ReplyPaulo Costa
    Para além de essa opinião ser totalmente subjectiva e com a qual discordo em quase todos os pontos ("tudo o que promove apenas incentiva a aristocracia tendente a um regime oligárquico"... oi?), não é o primeiro-ministro que tem que pedir desculpas. São os portugueses que têm daqui a menos de dois anos a possibilidade de dizer se estão ou não contentes com a governação.
    É a beleza da democracia.


    Sinceramente, e é apenas a minha opinião, só concordei com o último ponto. Cheguei a escrever aqui que o referendo ao aborto foi apenas uma questão de imagem, e que devia ter sido aprovado ou não em assembleia da república. Por isso agora continuo a defender que não deve também haver referendo acerca do tratado europeu.
  3. ReplyAnonymous
    Se existe alguem em Portugal, que não tem de pedir desculpas sou certamente eu, aqueles que colocaram o meu Pais na cauda da UE,esses tem muitas desculpas a pedir, e o teu amigo socrates não é excepçao.