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URZE – No rasto

Foi já há dois fins de semana, mas mais vale tarde do que nunca:

Com organização do GTF (Grupo Teatral Freamundense) foi possível assistir a um fim de semana de teatro (ainda para mais de entrada livre) em Freamunde embora só tenha podido estar na primeira peça apresentada, na sexta-feira dia 30 de Novembro.

Em cena esteve No Rasto de Miguel Torga pela companhia URZE de Vila Real, e que excelente foi! Desde a actuação de todo o elenco, passando pela simplicidade do cenário tão bem representativo daquilo que são as raízes de Torga e pela iluminação e sonoplastia perfeitamente enquadradas. Nada falha na peça, nada! Sem qualquer exagero foram os melhores 70 minutos de teatro a que assisti até hoje e a prova que não são necessárias extravagâncias, truques e acessórios para tornar uma peça grande. A simplicidade que tanto gosto em Torga esteve sempre presente sem nunca se confudir o simples com o simplista.

foto retirada do site da URZE

Com apenas 5 elementos fazendo transições constantes entre cenas completamente distintas com uma suavidade impressionante, com representações de personagens completamente opostas mas todas elas capazes de criar uma relação de proximidade com o público, os actores Andreia Vasconcelos, Fábio Timor, Glória de Sousa, Isabel Feliciano e Rui Félix encheram completamente o palco.

Foi pena, apenas e só isso, que não estivesse casa cheia. Merecia o GTF, merecia o teatro, merecia a URZE e certamente que a ovação final teria tido outra dimensão.
Mas para quem tiver oportunidade de ir ver a peça onde quer que ela se encontre nos próximos tempos, faça o favor de não pensar duas vezes, é à minha responsabilidade.

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