Yunan Yang, Liman Tanga, Ling Tong and Hong Liu.

Quatro nomes chineses que podem vir a ser responsáveis pela mudança de dieta de futuros astronautas. A brincadeira começou em Setembro de 2006 quando estes cientistas chegaram à brilhante conclusão que a ideia de uma viagem interplanetária é muito bonita, os planos para ir a Marte são espectaculares, a intenção de ir ainda mais além é uma alegria, mas há o grave problema do transporte de alimentos capazes de fornecer tudo aquilo que um corpo humano necessita para viajar sem risco de subnutrição.

Bacalhaus da seda

Uma dos pressupostos de que partiram para esta investigação foi de que para a existência de alimentos e oxigénio neste tipo de viagens será necessário que a nave seja capaz de transportar um pequeno ecossistema. Estudos anteriores consideraram a hipótese de transportar animais tão distintos como galinhas, peixes e até caracóis ou larvas marinhas. Mas tudo tinha um contra: por exemplo as galinhas necessitam de demasiado espaço e alimentação própria e tudo quanto é vida marinha necessita de água em condições muito específicas que se revelam demasiado complexas de obter no espaço.

Foi então que estes senhores chineses sugeriram que a alimentação se baseasse em bichos da seda ou até não fosse o bicho uma iguaria em certas províncias da China. Estes insectos crescem rapidamente, não requerem grandes cuidados nem espaço e produzem quantidades minúsculas de excremento que podem inclusivamente servir para adubar plantas existentes no shuttle.

Enquanto estão na fase de pupas (ou crisálidas, ou ninfas), estes bichos são basicamente proteínas comestíveis e contêm duas vezes mais aminoáacidos do que a mesma quantidade de carne de porco e quatro vezes mais do que leite e ovos. Estes senhores sugerem ainda que será fácil desenvolver um processo químico capaz de tornar a seda facilmente digestível.

O estudo que desenvolveram foi –como referi acima- começado em meados de 2006 e terminou apenas no final de 2008. Um pequeno excerto (o Abstract) do artigo pode ser visto aqui .

E o que é que se retira disto tudo? Dois pontos essenciais:

  • Estes 4 chineses nunca provaram uma bacalhauzada decente para saber o que é que o corpo realmente precisa.
  • Por ser requisito nacional o gostar de um bom bacalhau com batata à murro, e por saber o quanto custa passar quinze dias sem o comer, nunca um português que se preze fará parte de uma viagem deste tipo.

Comments ( 3 )

  1. ReplyMarquêz o Provedor
    Só quero emendar um pequeno erro, não é "bacaulhazada" mas sim "bacalhauzada"... é preciso ter cuidado quando se fala do belo do bacalhau, é preciso ter respeito por ele e nunca se deve trata-lo mal! Se for pa dar erros deste género mais vale não voltares a escrever!!!
  2. ReplyAuthorPaulo Costa
    Tens razão. Tens toda a razão. Está corrigido. De bacalhauzadas acredito que percebas bem mais do que eu. Não volto a fazer posts às duas da manhã.
  3. ReplyZ8
    Mas contudo.... e possivel sobreviver!