coisas do caraças/Modernices
7 Comments

The King is dead. Long live the King!

O delírio das massas anti-pirata, dos defensores do bom nome e bons costumes da utilização “racional” da internet, durou hoje cerca de hora e meia.lol1

Por volta do meio dia surgiram notícias em tudo quanto era meio noticioso online do fecho forçado do Pirate Bay.

Por volta das duas da tarde aquilo que se via no site do Pirate Bay era isto:

lol2

É de ler o que diz a t-shirt.

Uma mudança de servidor (e de país de alojamento do mesmo) foi o suficiente para contornar a situação e ter um downtime de menos de duas horas (e por culpa de umas ligações não testadas).

Derrota atrás de derrota as associações do estila MPAA e afins parecem não conseguir perceber a mensagem. Parecem também não conseguir perceber que estes sites não alojam os ficheiros, apenas os “indexam”, ou seja, indicam aos utilizadores que outros utilizadores têm disponível para partilha o que se pretende ver/ouvir/ler/jogar.

E enquanto pedirem 20€ por um CD de música, 20€ por um livro, 60€ por um jogo, com 90% (ou em alguns casos, mais ainda)  da margem de lucro a ir direitinho para os bolsos das editoras e distribuidoras em vez de ir para os artistas, então meus senhores, bem que podem esperar sentados pelo fim da pirataria.

Na cena musical já começa a haver alguma consciencialização do caminho a seguir: algumas bandas começam a optar por disponibilizar os seus CDs online, à borla, simplesmente com a possibilidade de o ouvinte doar o que entende que o àlbum vale. Foi assim que os Radiohead fizeram com o seu último disco e conseguiram seu maior lucro desde a formação da banda.

Uns são inteligentes, outros teimam em ser parvos.