Diz aquele que temos a primeiro ministro:

“E os maiores orçamentos, os mais significativos, são o da Saúde e o da Educação. Quem hoje disser que temos de substituir a poupança gerada pela suspensão do 13.º e do 14.º mês em redução de despesa pública tem de dizer quanto é que quer que se corte no Serviço Nacional de Saúde e nas escolas públicas em Portugal”, acrescentou Passos Coelho, que falava no 38.º aniversário da Juventude Social Democrática (JSD), que decorre no Estoril (Cascais).”

Fonte: Público

Não, meu caro Coelho, não precisas de cortar aí… cortas nas parcerias público-privadas, sobretaxas as fortunas acima de 1 milhão de euros, não assumes (como governo) os activos tóxicos da banca e obrigas as administrações danosas dos nossos bancos a assumir os encargos do que perderam com a sucessão de decisões erradas que tomaram durante décadas sem que sofressem qualquer consquência com isso.

É que quem lê ou ouve o que dizes fica com a sensação que a única coisa que se pode fazer é cortar na saúde e educação ou então sobretaxar no IRS para contornar a inconstitucionalidade que é retirar o 13º e 14º mês. E já, agora, o 13º e 14º mês não são “bónus” que os portugueses recebem, são rendimentos devidos pelas 52 semanas de trabalho que constituem o ano e por isso aquilo que este governo está a fazer é roubar aquilo a que o trabalhador tem direito consagrado por lei.

Por fim, gostava que o governo me mostrasse onde é que no acordo com a Troika existe a imposição de retirar estes dois meses de ordenado ao trabalhador. Onde? É que podia jurar que isso não foi acordado e foi simplesmente uma artimanha desta gente que rouba quem trabalha, para obter números de défice que agradem àqueles a quem se vergam repetidamente sem vergonha da subserviência parola que demonstram.

O que vale, e como ontem me disse o meu pai, é que esta gente que nos governa é gente bem formada…

The Clash – Police and Thieves


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