coisas do caraças/jornalismo
2 Comments

Henrique Raposo. Deve ser primo de alguém.

Quando um tipo é convidado para um jornal como o Expresso para escrever artigos de opinião, e publica coisas como esta, a única coisa que me ocorre é que só pode ser primo ou sobrinho de alguém na direção do jornal.

É que só pode.

Num outro qualquer local, com uma edição decente, esta abominação de croniqueiro já tinha levado um belo pontapé, sido posto na rua e, por piedade, tinham-lhe dado uma inscrição numa conferência qualquer onde se explica (para novatos nestas coisas de perceber teorias políticas) a diferença entre taxação de capitais e roubo de poupanças.

coisas do caraças/jornalismo/matemática
0 Comments

4ª Classe.

No espaço de poucas horas o “jornal” I publica online dois artigos em que a matemática é atropelada sem dó nem piedade.

Nem olhando para o conteúdo das notícias, pelo facto de que pelo menos uma delas é vergonhosamente declarada como encomenda de opinião e ficando restritos apenas à forma  da mesma, custa-me compreender como é que se publicam os seguintes títulos e leads, sem qualquer vergonha de o fazer:

    • Título: Barómetro i/Pitagórica. Maioria apoia moção de censura de Seguro

LeadQuatro em cada dez inquiridos defendem a moção do PS, que será discutida e votada no parlamento na próxima quarta-feira

  •  Título:”Que se Lixe a Troika”. Núcleo duro dominado por militantes do BE e do PCP

Lead: Bloquistas e comunistas representam um quinto do total dos activistas que organizaram maior manifestação desde 1974

Daqui podemos depreender que:

  1. Quatro em cada dez pessoas representam uma maioria. As outras seis são a minoria.
  2. Um quinto do total, ou seja 20%, são a parte dominante. Os outros 80% são a minoria não dominante.
  3. Estes senhores jornalistas tiveram alguma dificuldade em acabar a quarta classe. De noite.

Os links para os artigos originais:

O dos 4 em dez serem a maioria.

O do quinto do total ser a parte dominante.