Tenho alguma dificuldade em compreender qual o estatuto moral que a Ordem dos Advogados tem para que o seu bastonário emita em formato escrito a sua caganeira ideológica associada à discussão que ocorrerá na próxima semana na Assembleia da República acerca da adoção por casais homossexuais.

Que eu tenha presente, e para justificar por analogia esta minha incredulidade, suponho que não caberá ao Jorge Jesus nem ao Benfica emitir comunicados acerca de assuntos como a ética médica. Porque carga de água é que vem o Marinho Pinto emitir em comunicado associado à Ordem dos Advogados assunções como:

“Os casais do mesmo sexo têm muitos direitos, muitos dos quais, infelizmente, ainda não estão sequer reconhecidos”, mas “não têm, seguramente (nem devem ter), direito a adoptar, porquanto esse pretenso direito colide frontalmente com o direito das crianças a serem adoptadas por uma família natural”. E uma “família natural”, segundo a OA, é isto: “Uma família constituída por um pai (homem) e uma mãe (mulher) e não com um homem a fazer de mãe ou com uma mulher a fazer de pai.

Fonte

Seria fácil ir por mil e um caminhos (ciência, e tal…) que desmontam com incrível facilidade esta anormalidade de pensamento “natural” que claramente não abunda no hemisfério esquerdo de quem representa a O.A., mas a paciência está-me em falta e, por isso:


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