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Tropa de Elite: "Bota na conta do Papa."

Já começa a ser costume o aparecimento de autenticas maravilhas do cinema vindas do Brasil. A última chama-se “Tropa de Elite”, o tema das favelas volta a ser abordado tal como no “Cidade de deus” mas agora de um ponto de vista diferente. A corrupção entranhada na polícia do Rio de Janeiro é tema central, a relação entre os “novos ricos” do Rio e a população das favelas também não é poupada e a perda de alguns dos valores morais por parte da polícia de “elite” é encarada como necessária e explorada ao máximo.
É realizado por José Padilha, tem interpretações em grande de Wagner Moura, Caio Junqueira, André Ramiro e outros(as), tem uma história do caneco, uma quantidade incontavel de “one liners” que se gravam na memória e para também não fugir muito à tradição recente do cinema brasileiro tem uma banda sonora de ouvir e chorar por mais.
Eu que até sou daqueles que abomina a moda do baile funk que tomou conta de Portugal no último ano e tal tenho andado a cantar um “parrapa pa pa pa” quando me distraio, seja em casa, na rua ou no carro. Eu sei que não abona muito em favor da minha sanidade mental mas é complicado não ficar viciado no raio do ritmo…

Vejam o filme quando tiverem oportunidade, e entretanto ficam aqui o trailer e as duas musiquinhas que me ficaram logo coladas à parte de trás da memória.

“Bota no saco.”

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Blades Almighty

Noites de Agosto, muita preguiça, a namorada de férias a 600kms de distância. São os melhores ingredientes que se podem pedir para preparar umas sessões de cinema “light”. E como estreou agora por cá o Evan Almighty e consegui arranjar o Blades of Glory que pelo que consegui perceber nem sequer está nas salas portuguesas -por isso não me perguntem como é que o arranjei- , ontem e hoje lá me entretive com os filmes.

Sou fã do Steve Carrel, protagonista do Evan Almighty, e sou fã do William Ferrel, protagonista do Blades of Glory, mas estava de pé atrás com os dois filmes. O primeiro é uma sequela apresentada como “a comédia mais cara de sempre de Hollywood” – ninguém me convence que o Rei Escorpião não entra nesta categoria- e não queria ver o segundo com expectativas muito altas porque depois de ver o Talladega Nights fico sempre à espera de uma comédia que realmente me faça rir e isso não é lá muito fácil de conseguir. Sim, sou um esquisito do caraças.

1º – Evan Almighty: ok, safa-se o Carrel, do mal o menos. O argumento é mau (o do primeiro filme tinha piada… deus a querer tirar uns dias de férias é uma ideia original). Aliás, fiquei mesmo com a sensação de que o presusposto do argumento e forma como este desenvolve a partir daí não fazia sequer sentido. O Morgan Freeman é um senhor do cinema mas o papel dele é tão irrelevante que não dá para tentar salvar o que quer que seja. As piadas são muitas vezes forçadas e previsíveis embora se apanhem por lá algumas boas tiradas e o recurso a animais é sempre uma maneira certa de agradar a quem paga o bilhete.
É um daqueles filmes que daqui a 2 ou 3 anos começará a passar semana sim – semana não na Sic ou TVI, e acho que isso diz tudo sobre o filme.

2º – Blades of Glory: Argumento absurdo com o padrão cliché de altos e baixos na história que existem em qualquer comédia manhosa, sequências ainda mais absurdas com a perseguição nas ruas, em patins de gelo com o “crossbow”, as cenas no centro comercial e o útimo minuto de filme a baterem os recordes todos , caracterização ridícula dos personagens, diálogos que não lembram ao diabo. E a melhor parte: é tudo propositado, fartei-me de rir. É uma comédia como deve ser: completamente despretenciosa e apenas com o intuito de fazer rir. Não tem mensagens políticas, sociais, morais… nadinha. É apenas uma história completamente absurda levada ao extremo sem nunca caír naquela piada que nos faz olhar para o lado enquanto se vê e se pensa “que ridículo…”.
Se estão com vontade de rir, não têm paciência para estar a ver um filme que puxe pelo cérebro durante um segundo que seja e arranjarem maneira de ter na mão este Blades of Glory, não pensem duas vezes. É Will Ferrel em grande.

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Medo

Tenho uma dúvida pertinente: devo ou não ultrapassar o medo de sacar, perdão, arranjar de forma perfeitamente legal o filme cuja capa vos mostro a seguir?
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Hot Fuzz

Confesso que de Simon Pegg e Edgar Wright, no cinema, só tinha visto o Shaun of the Dead que é provavelmente o melhor filme paródia a películas de zombies feito até hoje. E como tal tinha muita curiosidade em ver este Hot Fuzz que é uma sátira a filmes de duplas policiais (o polícia certinho + o polícia cómico). E não desilude absolutamente nada! Está recheado de pequenas pérolas, tem um argumento bem construído, interpretações cómicas muito boas e chega a ter alturas (poucas, mas tem) em que até dá a sensação de se estar a ver um filme com nexo. Até que a cerca de 20 minutos do fim é o descalabro total com rambos de 60 anos, tiroteios inimagináveis, gansos assassinos, perseguições de carro impossíveis, etc etc…

Este é o tipo de comédias que me agrada. Não é para passar 60 minutos a dar gargalhadas histéricas mas durante todo o filme se mantém uma boa disposição impecável. E os pequenos gags surgem nos momentos certos. Para quem estiver com vontade de ver o filme só recomendo que não percam de vista o cisne.

Uma nota antes de vos deixar o trailer do filme acerca de uma declaração curiosa do Simon Pegg após ter feito o Shaun of Dead e que se encontra no IMDB:

When asked by a journalist whether England hadn’t become too small for him after the world-wide success of Shaun of the Dead (2004), he replied “It’s not like I’m going to be starring in Mission Impossible 3“. Six months later, he was cast as Benji in Mission: Impossible III

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Bullitt

Há pouco tempo atrás falei aqui de Steve McQueen e mencionei alguns dos seus filmes que já vi, e hoje deixo aqui um excerto de uma das suas melhores actuações. O filme Bullitt ficou conhecido por duas coisas: a fantástica perseguição automóvel dentro da cidade de São Francisco e a banda sonora.
A primeira deu origem a ínúmeras imitações em Hollywood -mas na minha opinião nenhuma consegue ter a espectacularidade e realismo da original- e foi mesmo votada como a melhor perseguição automóvel de sempre no cinema. A Ford chegou até a vender edições especiais e limitadas do Mustang de 68 usado no filme.

A banda sonora foi composta por Lalo Schifrin e é provavelmente a melhor banda sonora que conheço para um filme -melhor até do que a de um Snatch ou de um Lock Stock and Two Smoking Barrels.

Para quem ainda não teve oportunidade de ver o filme ou não conhece a perseguição fica aqui o excerto de 9 minutos que demora a sequência. Para quem não conhece a banda sonora ficam aqui duas das músicas que mais me agradam na mesma: o tema inicial e Hotel Daniels.

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Absent Friends

Steve McQueen foi daqueles actores que marcou uma era de Hollywood. E é também daqueles actores que fazem a academia (os tipos dos óscares) perder toda a credibilidade porque o melhor que conseguiu foi uma nomeação por The Sand Pebbles. E para quem, como eu, gosta de ver e rever o Bullit, o original The Thomas Crown Affair, o The Getaway, o Papillon ou o -de culto- The Great Escape a injustiça parece ainda maior.
E quando ainda anteontem à noite via o The Getaway e enquanto não me parava de vir à cabeça uma das minhas músicas favoritas, Absent Friends dos The Divine Comedy, apercebi-me que ainda não tinha eu percebido que já há bastante tempo que McQueen é o meu actor preferido. Nunca tinha dado grande importância a isso -talvez porque nunca tinha tido aquela coisa de classificar o meu actor/actriz favorito- mas a forma como vejo e revejo os filmes não me deixam dúvidas.

Steve McQueen jumped the first one clean
But the great escape he’d tried to make was not to be.
Maybe next time Steve.

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How it ends

Ficou-se pelos Óscares de melhor actor secundário para Alan Arkin e para melhor argumento original (era um crime se não o ganhasse) para Michael Arndt.
Não ganhou para melhor filme. Mas, para mim, foi de longe o melhor de 2006.

Little Miss Sunshine

E outra das coisas fantásticas que este filme nos dá é a sua banda sonora. Desde composições originais para o filme até o recorrer de artistas como Surfjan Stevens ou DeVotchKa, já não me viciava tanto numa banda sonora desde os tempos de um Snatch ou de um Lock Stock and Two Smoking Barrels.
Aqui deixo-vos um clip com excertos do LMS acompanhados pela How it Ends de DeVotchska.
Para quem ainda não viu talvez abra o apetite. Para quem já viu tenho a certeza que este clip deixa um sorriso de orelha a orelha.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=JUWnuCw0UVg]