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O que um gajo descobre em cds riscados…

De vez em quando tenho um daqueles acessos de nostalgia que me fazem remexer em cds antigos cheios de tralha que não lembra ao menino jesus (sim, que parece que está a chegar o natal, e por isso volta a moda de se falar do menino jesus a qualquer hora do dia).
Invariavelmente encontro nesses cds documentos do tempo de faculdade, relatórios de laboratórios de física que não me lembro de ter feito, folhas com exercícios de uma cadeira qualquer que provavelmente nunca tinham sido abertos antes, e sobretudo mp3 soltos de musiquinhas que não lembram ao diabo (se é natal e se passam o tempo a falar do menino jesus, o menino diabo também tem direito a tempo de antena).

No meio disto tudo só é chato quando tenho estes ataques de nostalgia logo pela manhã cedinho e à custa dessa brincadeira acabo por passar um dia inteiro com uma música qualquer a martelar-me na cabeça.

Hoje, para piorar a tara, ficou-me esta maravilha:

The Communards – Don´t Leave Me This Way.mp3

Sim, eu confesso que gosto desta música, podem rir à vontade ou fazer como faz a minha namorada quando eu ouço isto nalgum lado e ela está presente e me deita um olhar do tipo “deves estar a brincar”.
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Saudades da minha cidade

Já cá moram após tão pouco tempo em Lisboa. A minha cidade sempre foi e sempre será o Porto. Por isso, mal tenha as primeiras folgas e a oportunidade de voltar a viver o Porto lá estarei no Sá da Bandeira, dia 21 do próximo mês a ver pela 1389475ª vez dEUS. Desta vez com álbum de 2008 (Vantage Point) que confesso ainda nem ter ouvido com grande atenção.

Mas só o facto de poder ouvir novamente maravilhas como esta Bad Timing e de o fazer na minha cidade, naquele teatro onde passei tantos Saraus e ir depois até ao Piolho matar as saudades é suficiente para me fazer ir contando os dias.

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Coelhinhos tipo páscoa, mas sem ser de chocolate.

Uma das melhores coisinhas que se vai vendo na TV por estes meses é o anúncio ao Sony Bravia, uns ecrãs pequeninos e baratinhos que se podem comprar para usar na sala, no quarto ou na casa de banho enquanto se toma banho (ou não).

A primeira coisa que me chamou a atenção no anúncio foi a música, She’s a Rainbow dos Rolling Stones, a segunda coisa que me chamou a atenção foi o facto do anúncio ser feito em stop motion o que  significa que aquilo foi coisa para ter demorado o seu tempo para completar. Vai daí decidi perder uns segundos a ver o making of, bem como a fazer o upload da musiquinha para quem ainda não a conhece.

Aqui ficam com o anúncio:

 

A música:

E um link para o making of.

A ver se o Marquêz agora não vem com histórias de que só ouço música foleira. (Se não gostasses de Morphine era gajo de te perder o respeitinho.)

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Eish, há quanto tempo… The Ting Tings

Deve ter sido por ter acordado com sol quentinho a bater-me nas fuças que me deuthe_ting_tings vontade de fazer aqui qualquer coisa. Os Ting Tings, nascidos a 2006, são uma banda inglesa de Indie-Pop com tiques de Dance-Punk. E o seu álbum de estreia We Started Nothing é uma delícia.

Então esta That’s not my name cheira-me que vai andar aí a rodar por todo o lado neste verão que tarda a chegar.

Ficam aqui com a musiquinha:

 The Ting Tings – That’s not my name

 

 

Homepage: The Ting Tings

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Atomic Hooligan

Isto de passar para cima de dois meses sem abrir sequer aqui o tasco, sem ir uma vez que fosse ao google reader para ver as feeds e totalmente desligado de tudo o que tivesse blogspot no url simplesmente por falta de vontade tem destas coisas. Não faço a menor ideia se isto já anda por aí a ser metido em tudo quanto é estaminé que se dedique a meter música nova mas o que é certo é que descobri isto há coisa de um mesito e desde aí que não tenho parado de ouvir. Os Atomic Hooligan são dois moços ingleses que se dedicam a produzir música electrónica e que lançaram agora um álbum chamado Sex, Drus and blah blah blah que está cheio de pérolas para quem aprecia o género.

Lá pode-se encontrar breakbeat, drum and bass, electro-house, electro minimalista e outros tipos de sonoridades que sinceramente não sei descrever. Não se limitaram a fazer uma catrafada de músicas praticamente iguais como acontece com 99% dos álbuns de electro que saem hoje em dia e decidiram que o que interessava era fazer uma coisa decente sem se preocupar em encher chouriços todos iguais. atomic hooligan

E conseguiram, para quem gosta do género. Ficam aqui com a segunda música do alinhamento do álbum e se quiserem ver o vídeo no youtube o link é este.

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Girl with ball

 

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Roy Lichtenstein foi mais um dos nomes importantes da onda pop-art que invadiu opocono início da década de 60 e este Girl with ball de 1961 a óleo pode ser visto no museu de arte moderna de Nova Iorque. A inspiração para o quadro surgiu através de um anúncio numa edição de domingo do New York Times.

Os quadros de Lichtenstein são quadros objectivos e cujo propósito é desindividualizar emoções e atitudes, fazendo a pintura parecer quase que mecânica como que feito por um desenhador gráfico realizando um trabalho publicitário.

A imagem da pintura que coloquei acima é já é grandita, mas como eu hoje acordei bem disposto e o sol que apanho na tromba durante a tarde me revitaliza e faz passar a tarde a cantar enquanto tenho que conduzir para qualquer lado, aproveitei para meter no scanner o livrito de pop-art que o meu irmão me deu no Natal e deixar aqui o quadro com uma resolução de 2479 por 4213 pixeis e quase 5 megas de espaço para quem quiser ir a uma tipografia e imprimir isto com uma qualidade cinco estrelas e fazer um poster catita para meter no quarto ou na sala. Para isso basta clicar na imagem do quadro em cima que a imagem em tamanho gigante abre numa janela nova, isto se eu não troquei os links todos.

Ah, e porque passei a tarde a ouvir música num dos cd’s carregadinhos de mp3 que levo no auto rádio, acabei por andar a fazer figuras tristes ao volante enquanto berrava em plena auto-estrada o refrão desta Fuck Forever dos Babyshambles de 2005:

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Black Market

Robert Rauschenberg
Black Market, 1961

Rauschenberg estudou entre 1947 e 1948 no Kansas City Art Institute tanto nas artes liberais como no campo das artes aplicadas: história de arte, projecto e composição, escultura, música, anatomia e desenho de moda, desenhou cenários para cinema e decorou estúdio fotográficos. Em 1949 no Black Mountain College na Carolina do Norte decidiu que a fotografia seria a sua assinatura.
Esteve em Paris porque acreditava que todos os artistas tinham que estudar necessariamente na cidade luz e voltou para a américa marcado pela leitura de um livro em particular que se debruçava sobre a escola Bauhaus, escrito por Josef Albers que mais tarde teria como professor. Albers, que reduzia a forma e a cor às suas estruturas básicas foi uma grande influência nos primeiros quadros de Robert Rauschenberg, muito antes deste passar ainda pela fase mais oposta às iniciais: expressionismo abstracto.
Durante a década de 50 tornou-se em Nova Iorque uma das maiores referência da pop-art americana.
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Tropa de Elite: "Bota na conta do Papa."

Já começa a ser costume o aparecimento de autenticas maravilhas do cinema vindas do Brasil. A última chama-se “Tropa de Elite”, o tema das favelas volta a ser abordado tal como no “Cidade de deus” mas agora de um ponto de vista diferente. A corrupção entranhada na polícia do Rio de Janeiro é tema central, a relação entre os “novos ricos” do Rio e a população das favelas também não é poupada e a perda de alguns dos valores morais por parte da polícia de “elite” é encarada como necessária e explorada ao máximo.
É realizado por José Padilha, tem interpretações em grande de Wagner Moura, Caio Junqueira, André Ramiro e outros(as), tem uma história do caneco, uma quantidade incontavel de “one liners” que se gravam na memória e para também não fugir muito à tradição recente do cinema brasileiro tem uma banda sonora de ouvir e chorar por mais.
Eu que até sou daqueles que abomina a moda do baile funk que tomou conta de Portugal no último ano e tal tenho andado a cantar um “parrapa pa pa pa” quando me distraio, seja em casa, na rua ou no carro. Eu sei que não abona muito em favor da minha sanidade mental mas é complicado não ficar viciado no raio do ritmo…

Vejam o filme quando tiverem oportunidade, e entretanto ficam aqui o trailer e as duas musiquinhas que me ficaram logo coladas à parte de trás da memória.

“Bota no saco.”