música
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É quase um mês de atraso, mas não há-de ser nada.

Já lá vai praticamente um mês que os Nouvelle Vague por cá andaram. O concerto no Sá da Bandeira foi bom e fez-me descobrir umas canções “novas” deles como a “Relax”, reacender o gosto por outras como a “Friday night, saturday morning” que já não ouvia há uns tempos largos e ainda ficar com a certeza que as minhas covers favoritas que estas meninas interpretam são as “Human Fly” dos Cramps e a “Bela Lugosi’s dead” dos Bauhaus. Mas como destas duas estou já fartinho de tanto ouvir deixo aqui para quem ainda não conhece as duas primeiras de que falei. E aproveito para gamar uma foto ao Hugo do 9-9 que também lá esteve.

coisas do caraças/música
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Where amazing happens

Eu sei que somos poucos por cá (Chino, esta é para ti), mas ainda somos alguns a perder umas horas de sono para ver uns jogos de basket daqueles como só se fazem do outro lado do atlântico. E se há coisa que os tipos fazem bem na NBA para além de jogar é a forma como promovem o desporto.
Desde miúdo e da altura em que acompanhava aos sábados à tarde o NBA action que passava na RTP2 e onde o prof. Carlos Barroca me fazia ficar literalmente colado ao ecrã enquanto descrevia as melhores jogadas da semana e onde eu acompanhava as vitórias dos “meus” Orlando Magic com o Shaquille O’Neal e companhia, que os anúncios de promoção à liga me deixavam maravilhado. Este ano decidiram fazer uma série de novos anúncios que são autênticas pérolas, mesmo para quem se está perfeitamente a borrifar para o basket.
Para quem gosta da NBA, os anúncios são perfeitos: as imagens, os textos e o significado dos mesmos para quem segue a liga, a música, tudo está “no ponto”.
Para quem não gosta, bem que pode fechar os olhos e não ver o anúncio porque só a música vale a pena.

Por isso, e para quem não conhece e tiver curiosidade, ficam aqui dois dos anúncios que passam intensivamente nas transmissões da ESPN, TNT e FSN.
Para quem não tiver curiosidade fica mais abaixo a música de Carly Comando, “Everyday”.
Ora digam lá que não vale a pena…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=evApapdysp0&rel=1]

Carly Comando – Everyday

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I like dunking on people.

Se há duas coisas que a Electronic Arts consegue fazer com regularidade ao seu NBA Live elas são:
  1. Arruinar a jogabilidade e adicionar bugs absurdos a cada ano que passa. Não, senhores da EA, não são os postes de cada equipa que têm médias de 8 assistências por jogo. Esses são os bases.
  2. Ter a melhor banda sonora de todos os jogos de desporto, ano após ano.

É certo que sendo um jogo direccionado para o mercado americano o hip-hop abunda, e eu não gosto de hip-hop. No entanto todos os anos surgem algumas pérolas dos mais variados estilos.
Este ano, para além da música dos Hives que está uns dois posts abaixo deste, existem ainda pequenas maravilhas como as 3 que vos deixo a seguir:

Datarock – Fa-Fa-Fa
Kid Beyond – Mothership
Mark Ronson – Toxic

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Os Áives

Tal como com todos os outros álbuns dos Hives não sou capaz de ouvir 40 minutos seguidos de guitarradas estridentes. Os Hives são para mim daquelas bandas que se ouvem quando se tem a playlist de todos os nossos mp3 em shuffle.
E com este último “Black and white album” volta a acontecer-me o mesmo: não consigo ouvir tudo de seguida sem ficar completamente farto de tanto berro agudo.
Não quero com isto dizer que não gosto dos The Hives, não é nada disso. E prova disso é a quantidade de vezes que já ouvi esta “well allright”.

música
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E mais outra dose

O Yes de 95 é para alguns o pior álbum de Morphine. Mas só para alguns.
Ainda há pouco tempo falava com um tipo que de vez em quando vem aqui ao blogue mandar-me umas alfinetadas (ou é sobre F1 ou sobre futebol… coisas de homem, não é Marquêz?) que é também um adepto de Morphine e ele dizia-me o mesmo: “Não percebo porque é que falam tão mal do Yes”.
A explicação que encontramos foi que como o alinhamento do álbum arranca com a Honey White, um dos maiores êxitos da banda, o resto do álbum parece não acompanhar o ritmo frenético que o duplo saxofone do Dana Colley debita nesse single.
É recorrente num álbum que tem um single “forte” não se prestar tanta atenção ao resto das músicas que o compõem durante um bom período de tempo, ou pelo menos comigo é. E depois acontece outra coisa ainda pior: quando se cansa do single (por exaustão) o resto do álbum fica encostado na prateleira.
A verdade é que eu também demorei algum tempo a gostar do Yes e a descobrir por lá algumas das que são agora as minhas favoritas da banda de Boston, entre as quais a que vos deixo de seguida:

Morphine -Radar (Yes)

Por outro lado, o álbum de estreia em 92 – Good – é para alguns o melhor da banda. Mas só para alguns. É certo que foi uma lufada de ar fresco na cena musical dos anos 90, foi a explosão de Sandman para os palcos e o início do culto, mas não o coloco ao nível dos 4 álbuns de originais que se seguiram: Cure for pain; Yes ; Like Swimming ; The night.
Tem, no entanto e como não podia deixar de ser, algumas pérolas como a You look like rain, a Have a lucky day e a que vos deixo a seguir.

Morphine – You speak my language (Good)

E sim, eu sei que 99% das pessoas salta este tipo de posts em frente, mas pelo menos guardem a música no disco para ouvir mais tarde, numa altura em que até tenham paciência para ouvir aquilo que eu também ouço.

inutilidades/música
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Porque é que este blog tem o aspecto de estar abandonado?

Existem vários motivos entre os quais alguns que até podem fazer sentido. Outros nem por isso.
O primeiro e maior de todos os motivos é: não me apetece escrever.
O segundo -e segundo maior de todos; ahah, Sherlock!- é que quando me apetece escrever não tenho tempo/paciência.
O terceiro é este, e neste momento é o meu primeiro filho e como tal tenho que lhe dar a atenção devida.
O quarto é este.
O quinto é este, instalado no quarto motivo.

Agora em relação ao que realmente importa: KIIIIIMIIIIII. Pronto, já descarreguei.

E por fim, e como atestado do meu estado actual, só tenho ouvido música da qual supostamente já me tinha fartado para o resto da vida. Como exemplo seguem aqui as 5 do Showbiz de 99 que ouvi durante a escrita deste post. Sim, eu demorei uma eternidade para escrever isto porque não encontrava o raio do link para o site da HP.

música
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I just Relaxed in your arms tonight

Para esclarecer desde já: eu não gosto de ouvir Mika. Não gosto da voz, não gosto das músicas. Não sou obrigado a gostar de tudo o que é música e por isso o Mika fica de fora das minhas preferências. No entanto há quem goste, e isso não me faz a mínima confusão. São simplesmente gostos.
A mim acontecia-me uma coisa estranha quando ouvia o primeiro single “Grace Kelly”: sempre que começava o refrão eu ria. Sim, parecia um maluquinho mas não conseguia evitar… não sei explicar o porquê, não o queria fazer, nem sequer acho a música má ao ponto de dar para rir. Simplesmente aqueles agudos tinham pior efeito em mim do que uma pena a fazer cócegas nas plantas dos pés. Não me acontece com mais música nenhuma (felizmente).
Agora, este post é acerca de uma música que tem rodado que se farta nas rádios e que me basta ouvir uma vez durante o dia para não me sair mais da cabeça (ao ponto de me ter feito pensar “será que eu realmente gosto disto?” ).
Mas a explicação para é simples: os ritmos repetitivos (loops) entranham-se literalmente nas memórias imediatas que temos. E esta “Relax” do Mika é o perfeito exemplo: um ritmo simples e em loop constante.
Só que fiquei sempre com a ideia de que a música não seria original, ou pelo menos que teria uma boa quantidade de samples já conhecidos. A primeira hipótese que me passou pela cabeça é que a Relax teria alguma coisa de Supertramp… depois pensei em Bee Gees… até que hoje ouvi o início da música que vos deixo de seguida.
Agora digam-me lá, o início e o refrão não são iguais? (Esqueçam o tom de voz, foquem só o instrumental). Ou então imaginem o refrão da Relax enquanto ouvem a dos Cutting Crew. Encaixa ou não encaixa? São ou não são os mesmos acordes?
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Já cá faltava

Já cá não partilhava umas musiquinhas há uns tempitos, e como tenho andado a ouvir a banda sonora do Death Proof do Tarantino deixo-vos aqui aquelas que mais têm tocado por aqui. Como em tudo o que seja banda sonora saída de filmes do homem, isto vale a pena ouvir. Então a última… que raio de vício! (Ah, e a foto de baixo é o meu wallpaper por estes dias… sim, eu sei, eu tenho idade para ter juízo, mas raios… ninguém é de ferro)

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Beirut

Beirut é o nome de uma banda de Santa Fé – EUA – de que só recentemente ouvi falar. E dos dois álbuns e dos dois EPs que conheço tenho duas músicas em particular que me ficaram gravadas na memória e que partilho aqui para quem ainda não conhece.
O género é folk-pop, tem instrumentos tão variados como mandolins, bandolins, tamboris e outros acabados em “is” ou “ins”, e depois de se ouvir o que desta mistura sai é caso para se ficar admirado quando se sabe que o criador -Zach Condon- desta banda cujos elementos não são fixos tem apenas 21 anos e que em Novembro do último ano esteve internado por exaustão extrema devido à tour que estava a fazer por essa altura.

Fiquem então com a Nantes do álbum The Flying Cup de 2007 e com a Postcards From Italy do Gulag Orchestra (na foto).
Beirut – Nantes
Beirut – Postcards From Italy