música/Artes
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Neon Bible, ou como fundar uma religião.

Uma das coisas que mais aguardava (musicalmente) em 2007 era o Neon Bible dos Arcade Fire. Depois do Funeral, para mim um dos melhores álbuns (senão o melhor) que ouvi desde a viragem do milénio, a fasquia está alta. Mas se está alta é por culpa própria dos elementos dos Arcade Fire que conseguiram criar não só um álbum genial como também uma enorme empatia com o público que os acolheu em inúmeros espectáculos por esse mundo fora. Portugal não foi excepção e em Agosto de 2005, em Paredes de Coura, eu entre alguns outros milhares vimos aquele que foi dado por muitos (inclusive os críticos do Público e do Blitz ) como o concerto do ano e um dos concertos da década por cá.

Mas já há algum tempo anunciado, o novo trabalho, Neon Bible, deixa água na boca aos fãs da banda. Primeiro porque não é todos os dias que uma banda compra uma igreja e se refugia lá dentro para ensaiar e compor em paz e descanso. Usaram também a igreja para obter a acústica que definem como “ideal” na utilização de, entre outros instrumentos, órgãos de tubos.
A track list já foi lançada há algumas semanas, e já tive a oportunidade de ouvir o álbum de uma ponta à outra e o que vos posso garantir é que já estou à procura de um site de confiança para fazer uma “pre-order” para ter na mão o original no dia em que este esteja disponível. Se o Funeral era genial, este é a perfeição em cd. O medo que tinha de ter expectativas demasiado altas desapareceu ao fim de 4 ou 5 minutos de música e já há algumas horas que tenho meia dúzia destas novas músicas em repeat contínuo.

Até lá, ouçam aqui o primeiro single a saír (Black Mirror) e outra das que me encheram imediatamente as medidas (Intervention):