música
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Atomic Hooligan

Isto de passar para cima de dois meses sem abrir sequer aqui o tasco, sem ir uma vez que fosse ao google reader para ver as feeds e totalmente desligado de tudo o que tivesse blogspot no url simplesmente por falta de vontade tem destas coisas. Não faço a menor ideia se isto já anda por aí a ser metido em tudo quanto é estaminé que se dedique a meter música nova mas o que é certo é que descobri isto há coisa de um mesito e desde aí que não tenho parado de ouvir. Os Atomic Hooligan são dois moços ingleses que se dedicam a produzir música electrónica e que lançaram agora um álbum chamado Sex, Drus and blah blah blah que está cheio de pérolas para quem aprecia o género.

Lá pode-se encontrar breakbeat, drum and bass, electro-house, electro minimalista e outros tipos de sonoridades que sinceramente não sei descrever. Não se limitaram a fazer uma catrafada de músicas praticamente iguais como acontece com 99% dos álbuns de electro que saem hoje em dia e decidiram que o que interessava era fazer uma coisa decente sem se preocupar em encher chouriços todos iguais. atomic hooligan

E conseguiram, para quem gosta do género. Ficam aqui com a segunda música do alinhamento do álbum e se quiserem ver o vídeo no youtube o link é este.

música/pop art
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Girl with ball

 

girlwithballth

Roy Lichtenstein foi mais um dos nomes importantes da onda pop-art que invadiu opocono início da década de 60 e este Girl with ball de 1961 a óleo pode ser visto no museu de arte moderna de Nova Iorque. A inspiração para o quadro surgiu através de um anúncio numa edição de domingo do New York Times.

Os quadros de Lichtenstein são quadros objectivos e cujo propósito é desindividualizar emoções e atitudes, fazendo a pintura parecer quase que mecânica como que feito por um desenhador gráfico realizando um trabalho publicitário.

A imagem da pintura que coloquei acima é já é grandita, mas como eu hoje acordei bem disposto e o sol que apanho na tromba durante a tarde me revitaliza e faz passar a tarde a cantar enquanto tenho que conduzir para qualquer lado, aproveitei para meter no scanner o livrito de pop-art que o meu irmão me deu no Natal e deixar aqui o quadro com uma resolução de 2479 por 4213 pixeis e quase 5 megas de espaço para quem quiser ir a uma tipografia e imprimir isto com uma qualidade cinco estrelas e fazer um poster catita para meter no quarto ou na sala. Para isso basta clicar na imagem do quadro em cima que a imagem em tamanho gigante abre numa janela nova, isto se eu não troquei os links todos.

Ah, e porque passei a tarde a ouvir música num dos cd’s carregadinhos de mp3 que levo no auto rádio, acabei por andar a fazer figuras tristes ao volante enquanto berrava em plena auto-estrada o refrão desta Fuck Forever dos Babyshambles de 2005:

música/pop art
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Black Market

Robert Rauschenberg
Black Market, 1961

Rauschenberg estudou entre 1947 e 1948 no Kansas City Art Institute tanto nas artes liberais como no campo das artes aplicadas: história de arte, projecto e composição, escultura, música, anatomia e desenho de moda, desenhou cenários para cinema e decorou estúdio fotográficos. Em 1949 no Black Mountain College na Carolina do Norte decidiu que a fotografia seria a sua assinatura.
Esteve em Paris porque acreditava que todos os artistas tinham que estudar necessariamente na cidade luz e voltou para a américa marcado pela leitura de um livro em particular que se debruçava sobre a escola Bauhaus, escrito por Josef Albers que mais tarde teria como professor. Albers, que reduzia a forma e a cor às suas estruturas básicas foi uma grande influência nos primeiros quadros de Robert Rauschenberg, muito antes deste passar ainda pela fase mais oposta às iniciais: expressionismo abstracto.
Durante a década de 50 tornou-se em Nova Iorque uma das maiores referência da pop-art americana.
cinema/música
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Tropa de Elite: "Bota na conta do Papa."

Já começa a ser costume o aparecimento de autenticas maravilhas do cinema vindas do Brasil. A última chama-se “Tropa de Elite”, o tema das favelas volta a ser abordado tal como no “Cidade de deus” mas agora de um ponto de vista diferente. A corrupção entranhada na polícia do Rio de Janeiro é tema central, a relação entre os “novos ricos” do Rio e a população das favelas também não é poupada e a perda de alguns dos valores morais por parte da polícia de “elite” é encarada como necessária e explorada ao máximo.
É realizado por José Padilha, tem interpretações em grande de Wagner Moura, Caio Junqueira, André Ramiro e outros(as), tem uma história do caneco, uma quantidade incontavel de “one liners” que se gravam na memória e para também não fugir muito à tradição recente do cinema brasileiro tem uma banda sonora de ouvir e chorar por mais.
Eu que até sou daqueles que abomina a moda do baile funk que tomou conta de Portugal no último ano e tal tenho andado a cantar um “parrapa pa pa pa” quando me distraio, seja em casa, na rua ou no carro. Eu sei que não abona muito em favor da minha sanidade mental mas é complicado não ficar viciado no raio do ritmo…

Vejam o filme quando tiverem oportunidade, e entretanto ficam aqui o trailer e as duas musiquinhas que me ficaram logo coladas à parte de trás da memória.

“Bota no saco.”

música
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É quase um mês de atraso, mas não há-de ser nada.

Já lá vai praticamente um mês que os Nouvelle Vague por cá andaram. O concerto no Sá da Bandeira foi bom e fez-me descobrir umas canções “novas” deles como a “Relax”, reacender o gosto por outras como a “Friday night, saturday morning” que já não ouvia há uns tempos largos e ainda ficar com a certeza que as minhas covers favoritas que estas meninas interpretam são as “Human Fly” dos Cramps e a “Bela Lugosi’s dead” dos Bauhaus. Mas como destas duas estou já fartinho de tanto ouvir deixo aqui para quem ainda não conhece as duas primeiras de que falei. E aproveito para gamar uma foto ao Hugo do 9-9 que também lá esteve.

coisas do caraças/música
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Where amazing happens

Eu sei que somos poucos por cá (Chino, esta é para ti), mas ainda somos alguns a perder umas horas de sono para ver uns jogos de basket daqueles como só se fazem do outro lado do atlântico. E se há coisa que os tipos fazem bem na NBA para além de jogar é a forma como promovem o desporto.
Desde miúdo e da altura em que acompanhava aos sábados à tarde o NBA action que passava na RTP2 e onde o prof. Carlos Barroca me fazia ficar literalmente colado ao ecrã enquanto descrevia as melhores jogadas da semana e onde eu acompanhava as vitórias dos “meus” Orlando Magic com o Shaquille O’Neal e companhia, que os anúncios de promoção à liga me deixavam maravilhado. Este ano decidiram fazer uma série de novos anúncios que são autênticas pérolas, mesmo para quem se está perfeitamente a borrifar para o basket.
Para quem gosta da NBA, os anúncios são perfeitos: as imagens, os textos e o significado dos mesmos para quem segue a liga, a música, tudo está “no ponto”.
Para quem não gosta, bem que pode fechar os olhos e não ver o anúncio porque só a música vale a pena.

Por isso, e para quem não conhece e tiver curiosidade, ficam aqui dois dos anúncios que passam intensivamente nas transmissões da ESPN, TNT e FSN.
Para quem não tiver curiosidade fica mais abaixo a música de Carly Comando, “Everyday”.
Ora digam lá que não vale a pena…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=evApapdysp0&rel=1]

Carly Comando – Everyday

música
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I like dunking on people.

Se há duas coisas que a Electronic Arts consegue fazer com regularidade ao seu NBA Live elas são:
  1. Arruinar a jogabilidade e adicionar bugs absurdos a cada ano que passa. Não, senhores da EA, não são os postes de cada equipa que têm médias de 8 assistências por jogo. Esses são os bases.
  2. Ter a melhor banda sonora de todos os jogos de desporto, ano após ano.

É certo que sendo um jogo direccionado para o mercado americano o hip-hop abunda, e eu não gosto de hip-hop. No entanto todos os anos surgem algumas pérolas dos mais variados estilos.
Este ano, para além da música dos Hives que está uns dois posts abaixo deste, existem ainda pequenas maravilhas como as 3 que vos deixo a seguir:

Datarock – Fa-Fa-Fa
Kid Beyond – Mothership
Mark Ronson – Toxic

música
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Os Áives

Tal como com todos os outros álbuns dos Hives não sou capaz de ouvir 40 minutos seguidos de guitarradas estridentes. Os Hives são para mim daquelas bandas que se ouvem quando se tem a playlist de todos os nossos mp3 em shuffle.
E com este último “Black and white album” volta a acontecer-me o mesmo: não consigo ouvir tudo de seguida sem ficar completamente farto de tanto berro agudo.
Não quero com isto dizer que não gosto dos The Hives, não é nada disso. E prova disso é a quantidade de vezes que já ouvi esta “well allright”.

música
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E mais outra dose

O Yes de 95 é para alguns o pior álbum de Morphine. Mas só para alguns.
Ainda há pouco tempo falava com um tipo que de vez em quando vem aqui ao blogue mandar-me umas alfinetadas (ou é sobre F1 ou sobre futebol… coisas de homem, não é Marquêz?) que é também um adepto de Morphine e ele dizia-me o mesmo: “Não percebo porque é que falam tão mal do Yes”.
A explicação que encontramos foi que como o alinhamento do álbum arranca com a Honey White, um dos maiores êxitos da banda, o resto do álbum parece não acompanhar o ritmo frenético que o duplo saxofone do Dana Colley debita nesse single.
É recorrente num álbum que tem um single “forte” não se prestar tanta atenção ao resto das músicas que o compõem durante um bom período de tempo, ou pelo menos comigo é. E depois acontece outra coisa ainda pior: quando se cansa do single (por exaustão) o resto do álbum fica encostado na prateleira.
A verdade é que eu também demorei algum tempo a gostar do Yes e a descobrir por lá algumas das que são agora as minhas favoritas da banda de Boston, entre as quais a que vos deixo de seguida:

Morphine -Radar (Yes)

Por outro lado, o álbum de estreia em 92 – Good – é para alguns o melhor da banda. Mas só para alguns. É certo que foi uma lufada de ar fresco na cena musical dos anos 90, foi a explosão de Sandman para os palcos e o início do culto, mas não o coloco ao nível dos 4 álbuns de originais que se seguiram: Cure for pain; Yes ; Like Swimming ; The night.
Tem, no entanto e como não podia deixar de ser, algumas pérolas como a You look like rain, a Have a lucky day e a que vos deixo a seguir.

Morphine – You speak my language (Good)

E sim, eu sei que 99% das pessoas salta este tipo de posts em frente, mas pelo menos guardem a música no disco para ouvir mais tarde, numa altura em que até tenham paciência para ouvir aquilo que eu também ouço.