Futebol/Futebol
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A luta continua!

Pelo menos a luta entre os jornais desportivos.
A mais recente dessas lutas é a que travam para decidir qual dos artistas que faz as capas dos seus jornais é mais imbecil.
Hoje ganhou a d’O Jogo, e de longe.
Sem mais palavras, senhores e senhoras, a capa do jornal O Jogo do dia 14 de Março de 2007 (edição do Norte):
F1/F1
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F1 verde

A Honda surpreendeu hoje muito boa gente ao apresentar o seu monolugar para o próximo mundial de F1. Ao contrário de todas as outras equipas que preenchem a pintura dos seus carros com patrocinadores atrás de patrocinadores, a Honda fica-se por um: A Myearthdream, uma fundação de apoio ambiental que funciona simplesmente com base em donativos feitos a partir do site MyEarthDream.com.

É estranho ver assim um F1, mas é de louvar a iniciativa de tornar mais “verde” o desporto. E a pintura do carro é, no mínimo, original. Vejam pelas fotografias.

Honda1Honda2Honda3

Fotos em tamanho original: 1, 2 e 3

Agora só falta mostrar os uniformes que os mecânicos e pilotos usarão nesta época que começa já daqui a menos de 15 dias.
Eu aposto em algo deste género:

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Record, esse pasquim de qualidade.

E já que estou numa de escrever sobre futebol, aqui vai a capa do Record que qualquer um de nós teve possibilidade de comprar durante o dia de hoje:
Ontem o Porto jogou com o Chelsea para os oitavos de final da Champions, mas que raio é que isso interessa quando o Sporting é capaz de comprar um gajo de 19 anos? Mete-se lá em cima uma linha de texto, uma foto do Quaresma no canto, e chega!

O que eu gostava de conhecer pessoalmente os génios que fazem estas pérolas…

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O golo de uma vida

Neste post do Comboio Azul fui desafiado a escrever onde e quando marquei o meu golo de sonho pelo meu Porto… hipoteticamente falando, claro, já que nem no F.C.Peias de Cima devo ter lugar nos suplentes…
Pois bem, o meu golo de sonho não seria em pleno estádio do Dragão (ou das Antas), não seria contra o Sporting, Benfica ou contra um qualquer grande da Europa… o meu golo de sonho seria aos 93 minutos de jogo, na última jornada em pleno estádio da Mata Real.

Não tenho nada contra as pessoas de Paços de Ferreira. Não tenho nada contra a cidade de Paços de Ferreira. Estudei lá, tenho lá amigos. Mas sou Freamundense e como tal nutro um asco considerável pelo Futebol Clube de Paços de Ferreira. É daquelas coisas inexplicáveis que vêm desde o tempo dos jogos no velhinho e extinto campo do Carvalhal. Qualquer adepto do Paços deseja derrotas consecutivas ao Freamunde, qualquer Freamundense deseja uma morte lenta e dolorosa ao FCPF. Não tenho qualquer problema em admitir que nos jogos Sporting-Paços ou Benfica-Paços sou Sportinguista/Benfiquista de gema. Berro aos golos do Liedson ou da Amélia Gomes contra os canários como se a minha vida dependesse disso.

E por isso o meu golo de sonho seria qualquer coisa como:

30ª e última jornada do campeonato. FCPF – FCPorto, em plena Mata Real. Já festejamos o campeonato há 3 jornadas atrás com uma vitória fácil em casa e o mister dá folga aos titulares nestes últimos jogos para ver rodar os suplentes e para testar o valor de alguns que não têm lugar certo para a próxima época. Eu ando nesse grupo e mesmo assim não tenho jogado mais que uns minutos nestes últimos jogos.
O Paços está com a corda na garganta, em penúltimo mas com os mesmos pontos do ante-penúltimo. Já que o seu adversário directo na corrida pela salvação está a perder fora por 2-0 a 5 minutos do fim o 0-0 que se vai mantendo é suficiente para que a equipa do Mota fique na primeira. O jogo está penoso de ver, ninguém joga bem, ninguém cria ocasiões de golo. Entrei em campo a pouco mais de 10 minutos dos 90 e, verdade seja dita, das poucas vezes que toquei na bola consegui arruinar meia dúzia de jogadas fáceis… a bola parece que me queima no pé. Mas tenho uma vontade gigante de mandar o Paços para a segunda… os minutos correm e nem perto da área chegamos…

93 minutos. Uma bola bombeada pelo Paulo Ribeiro cai no meio campo onde o João Paulo toca de cabeça para a frente. Vem direitinha aos meus pés. Domino-a bem, não me foge desta vez. Como jogo encostado à direita contava ter o lateral esquerdo (custa-me tanto ver o Antunes, jogador aqui feito no Freamunde a usar aquela camisola amarela…) a marcar-me em cima, mas desta vez deu-me meio metro de espaço e consigo virar-me. Há espaço no meio e faço um pique de corrida com a bola colada ao pé para tentar ganhar ângulo para um remate. Vejo uma camisola amarela a aproximar-se de mim pela esquerda tento parar a bola ali mas não consigo, foge-me ligeiramente de alcance.
Mas não a posso perder. Mal sinto um contacto mínimo caio ao chão a berrar como um perdido. Agarro-me ao pé aos gritos como se tivesse sido calcado por um rolo compressor.
Há um apito. Já conto com um amarelo por simulação vergonhosa (e mal feita), mas não… é falta! É falta! É livre!
O central do Paços tem as mãos na cabeça. O Mota, com o seu chapéu laranja da JCA (empresa de Freamunde, criada por um Freamundense de gema) berra na lateral aos ouvidos do bandeirinha.
Finjo levantar-me a custo. O Vieirinha está a ajeitar a bola mas eu vou ter com ele e aviso: “Esta é minha.”. Eles sabem o quanto eu quero marcar ao Paços e dão-me espaço para marcar o livre. Ainda são uns bons 5 metros até á linha da área, mas porra, eu quero marcar ao Paços e sei que o vou fazer!
Enquanto meia equipa do Paços ainda resmunga com o árbitro eu tiro as medidas à baliza. Preferia que o livre fosse descaído para a esquerda, mas aqui a meio vai ter de servir… uns segundos depois o Peçanha já organiza a barreira dos canários. 5 homens, não dá para procurar ali uma nesga para mandar a bola… tem de ser mesmo por cima.
Há um apito, agora é só comigo. Três passos de balanço, pego na bola onde queria… ligeiramente por baixo e com o peito do pé. Por cima da barreira sei que vai passar, mas só quero que desça o suficiente antes de chegar à baliza.E vejo-a a descer… vai com o arco perfeito. O Peçanha, que está descaído para a direita na baliza só tem tempo de ficar a olhar. A bola é perfeita, é indefensável. O arco que faz enquanto vai no ar é lindo de ver. Ainda toca na barra de raspão mas está lá.
Os Super berram golo.
Os canários têm as mãos na cara e na cabeça.
O Mota está quase a chorar.

Não sei como o festejo, não tenho memórias disso, mas não me interessam. Só me lembro de ver a bola a bater na rede.
O Paços está na segunda.

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A tradição já não é o que era.

Hoje pode ler-se n’A Bola:

Manuel José pede desculpa aos adeptos egípcios

Manuel José pediu desculpa aos adeptos do Al Ahly face ao seu comportamento considerado pelos egípcios como «impróprio» após a vitória da equipa que dirige sobre o Haras el-Hadoud.

Nesse jogo, a contar para o campeonato da Egipto, o técnico português começou a despir-se em protesto pelo cartão amarelo recebido por um seu jogador, Anis Boujelbene. Manuel José tirou o seu casaco e começou a desabotoar a camisa, o que mereceu a sua expulsão do «banco» por parte do árbitro Nasser Abbas.

Depois de ter sido criticado pela imprensa egípcia pelo «incidente» o treinador português resolveu pedir desculpa aos adeptos.

«Depois de analisar a minha atitude, achei que foi inapropriada e peço desculpa a todos os adeptos em geral, especialmente os do Al Ahly», disse Manuel José no site oficial do clube. «Eu esqueci-me que naquele momento eu estava num país cujas tradições são um pouco diferentes que as do meu país», assumiu Manuel José.

Erm… desculpe lá Mister, mas desde quando é que strip masculino é sinal de protesto nos campos de futebol em Portugal? Que outras tradições teria com as suas equipas em Portugal? Fazer um comboinho e cantar o YMCA antes dos jogos, no balneário, para dar sorte?