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Olé!

Não sei com o que é que me rio mais: com o circo das eleições do Benfica ou com o circo da Assembleia da República que contratou o Manelito de Portugal para ser toureado pela oposição para divertimento das bancadas parlamentares.

Olé

Imagem retirada do Expresso

Segundo A Bola conseguiu apurar já existem negociações com Pedrito de Portugal para um contrato de 4 anos. A Assembleia da República está disposta a oferecer um salário de 450 mil euros mensais de forma a conter as erupções de Manuel Pinho.

O Grupo de Forcados Amadores de Cascais também que já tinha sido contactado pelo PSD com vista à contratação do seu rabejador de forma a reforçar o plantel da comitiva da candidatura de Santana Lopes à Câmara de Lisboa, confirmou à CMVM o início de negociações relâmpago com o PS com vista à transferência do seu forcado.

Entretanto já foi confirmada a realização do próximo conselho de ministros na Praça de Touros Monumental em Barcelona,  medida que segundo Pinho servirá de divulgação da cultura nacional.

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Também posso ter opinião sobre o Irão ou tenho que ir com a moda?

Correndo seriamente o risco de ser mal interpretado, custa-me ver toda esta onda de revolta anti-Ahmedinejad transformada em pouco mais do que uma moda.
Todo o apoio incondicional a Musavi, o novo Obama do médio oriente, deve-se especificamente a quê?
Também partilho da ideia de que Ahmedinejad é -nas sábias palavras citadas pelo Marco no Bitaites– um filho da puta, mas a onda mundial de apoio a Musavi garante que este também não o seja?

Bem mais do que isso, o que me realmente me chateia nisto tudo é que temos diariamente uma enxurrada de notícias acerca da fraude eleitoral que ocorreu há pouco mais de uma semana, mas não vi uma, uma única notícia, que explicite como e onde decorreu essa fraude. Fala-se e escreve-se diariamente da manipulação eleitoral mas ainda ninguém me foi capaz de dizer como e onde foi feita. E atenção: não digo que não tenha existido. Aliás, pouco ou nada me surpreenderia, mas daí a ter-se criado este novo mito ocidental que o Musavi é o pobre coitadinho lá da zona e que ajuda muito o povo do Irão ter a foto a verde no Twitter*, eh pá, não me lixem.

É claro que as imagens da morte de Neda, a mulher Iraniana baleada, me chocam tanto como a qualquer outra pessoa. É uma imagem que não pode deixar ninguém indiferente. Agora vão fazer dela o símbolo da revolução. Vão-se seguir as t-shirts, os posters, os grafitis. E tudo sem conhecer verdadeiramente as convicções e crenças da mulher. Mas isso não interessa para nada, porque o Musavi é que é, o Ahmedinejad é que é o inimigo público número 1, assim como o era Bush que se tivesse matado uma mosca em frente às câmaras seria gozado incessantemente por todo o mundo, mas como foi o porreiraço do Obama não há crise e só mostra como o tipo é um gajo à maneira.

Assim como me lembro do muito que já li acerca do El Mercúrio no final dos anos 60 e início dos anos 70, dos muitos milhões que foram injectados por Kissinger e companhia na comunicação social chilena para minar (literalmente) uma parte da população contra Allende, assim como me lembro das palavras de Colin Powell quando se referiu à forma de os EUA usarem hoje formas diferentes de manipulação política e social (e que se aplica ao resto dos países ocidentais com interesses em determinadas zonas do globo), é também assim que me abstenho de pertencer à população indignada que twitta e bloga contra a re-eleição do Ahmedinejad sem tentar pelo menos perceber o que raio se passa realmente naquela zona.

*A propósito desta moda do twitter a qual recentemente decidi experimentar para tentar perceber o porquê de tamanho sucesso, acho piada aos movimentos que lá se criam. Quais mails correntes qual quê, o que interessa agora é fazer parte de correntes twitter, essa mágica ferramenta capaz de mudar o mundo. E se queres realmente mudar qualquer coisa, então muda a foto que lá tens para uma em tons todos verdes para demonstrares o quão importante o Irão é para ti. Ah, e como ironizou o José de Pina (cá está um twitter que vale a pena seguir): “Não esquecer de fazer unfollow do Khamenei. Esse é que vai ser o fim dele“.

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2010 ainda está longe…

Mas já tenho a primeira resolução para o ano novo. A minha Peugeot a diesel de 92 está bem conservada mas não vai durar para sempre. O pára-arranca diário entre as Amoreiras e a recta dos Cabos d’Ávila também não ajuda em nada às contas do consumo médio.

Desde há alguns anos para cá que tenho dito que a comprar um carro teria que ser um híbrido ou um eléctrico puro, mas verdade seja dita: os que existem não são propriamente carros pequenos e bonitos. O Prius até é uma bela opção, mas é grande e feio. O novo Honda híbrido idem aspas (parecem gémeos).

visuel-homeEu sei que é um bocado ridículo colocar a estética do carro acima das suas funcionalidades, mas a verdade é que o que um amigo me disse no fim de semana anterior faz todo o sentido: “se vou comprar um carro para andar todos os dias, não me apetece olhar para ele de manhã e detestar.”

Até que hoje vi as fotos do novo Bluecar desenhado pelos estúdios de Pininfarina. O “bicho” é bonito, pequenino, totalmente eléctrico com baterias de nova geração LMP capazes de aguentar 200 000 kms sem precisar de troca, tem uma autonomia mais que suficiente para a vida na cidade (250kms a uma velocidade média de 50kmh), carrega-se através dos painéis fotovoltaicos colocados no tejadilho ou através de uma simples tomada eléctrica (ou seja, por cada 100kms paga-se menos do que 1€).

Se aguentar uma viagem Lisboa-Porto sem necessidade de se parar para recarregar numa tomada as baterias, ou melhor, se os painéis forem capazes de ir carregando rápido o suficiente para evitar uma paragem forçada numa estação de serviço, então está tomada a decisão: Há que começar a poupar os trocos porque está dado o primeiro passo para a introdução em massa dos carros eléctricos.

pininfarina--bollore-b0O que me parece que virá a ser um problema é a projecção das vendas. Serão produzidos apenas 10000 carros em 2010, 20000 em 2011 até aos 60000 em 2016, e a julgar pelas reacções ao lançamento oficial do carro e que se podem encontrar um pouco por todo o lado na blogosfera, será pouco carro para a procura. Mas isso logo se verá.

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Que raios

É como disse antes: quando tenho vontade de escrever cá é quando não posso. Uma mudança de armas e bagagens para outras paragens e viver (para já) sem uma ligação à net dá nisto… Tenho mesmo que me decidir por um ISP rapidamente.


Ah, entretanto ninguém morreu por causa disto. Não surgiram buracos negros capazes de engolir a terra, o universo continua igual. Mais uma vez os palermas das conspirações e arautos da desgraça que passaram meses a invadir blogs e a criar páginas contra o avanço da ciência calaram-se repentinamente.

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Jogos Lolímpicos

Estes Jogos Olímpicos, em especial a representação portuguesa, têm sido dignas de um país que pára para seguir as novelas entre o Luís Filipneus Vieira, o Pinto Rei e a senhora dona Carolina Pulitzer Salgado.
E não falo propriamente das provas que os nossos atletas lá andam a fazer. Essas, melhores ou piores, só são feitas por quem conseguiu por mérito próprio lá chegar. Falo antes das expectativas criadas antes das provas, das típicas desilusões do povo português durante as mesmas e das barbaridades que são escritas/ditas depois.

As expectativas criadas antes dos jogos começarem são sempre de que temos os melhores atletas do mundo. Na verdade ninguém sabe muito bem em quê, porque aqui vê-se futebol e chega, mas ouve-se falar que no Judo, no Atletismo, no tiro ao alvo e nos matraquilhos olímpicos temos dos melhores do mundo. Na verdade ninguém acompanhou minimamente durante 4 anos o que esses supostos melhores do mundo foram fazendo em provas nacionais ou internacionais, mas isso que interessa? Temos alguns dos melhores do mundo.

Durante os dias das provas vão-se lendo algumas declarações de atletas que se sentem motivados e que acreditam que podem dar algumas alegrias ao povo. E de repente meio Portugal torna-se especialista no triplo salto, no salto em comprimento, na vela, no judo e no badminton feminino se for preciso.

Depois vem o pior: atletas que se esforçam mas a quem as coisas não correm bem (como a Naide Gomes); atletas que se esforçam mas que enfrentam competição mais forte ou pelo menos do mesmo nível e onde um ínfimo detalhe impossível de prever pode ditar a diferença entre um 9º e um 3º lugar (como o João Pina a quem custou ouvir a voz a tremer após o último combate); atletas que se esforçam e que não aceitam a derrota sem atribuir culpas a terceiros, com ou sem razão; atletas que dizem semelhantes barbaridades após as provas que nos fazem duvidar se ao menos tentaram e atletas que depois de perceber que não chegam às medalhas (ou pior) acham que meter férias antecipadas e até nem é má ideia.
E é claro que com coisas assim há justos que pagam pelos pecadores. O chefão do Comité Olímpico Português vem reclamar com os atletas que dizem aos jornais, rádios e tvs que preferem estar “na caminha” na hora da competição ou que não vão participar na prova X ou Y porque a competição é muito forte e sendo assim não vão lá fazer nada (pelos vistos essa até voltou atrás com o que disse porque está agora mesmo a correr). No lugar dele eu não fazia essas declarações. Mais facilmente eu iria ter com o atleta em questão e pedia-lhe para repetir o que disse. No caso de ele confirmar o que veio nos jornais, então a coisa ficava mais fácil: pagar bilhete de volta para casa e pedir de volta o dinheirinho que o COP lhe andou a dar durante uns tempos para que ele pudesse ir ao jogos. Ah, e para a próxima que arranjasse um part-time que lhe pagasse a viagem e a estadia no caso de conseguir os mínimos para os jogos de 2012.

Depois há, como disse mais atrás, os justos a pagar pelos pecadores. O caso do Gustavo Lima que ficou a um mísero ponto das medalhas é brutal. Quem não leu,ouviu que leia/ouça as suas declarações logo após a prova para perceber o que lhe ia na alma. Quem passa 6 a 8 horas por dia a treinar um desporto quase sempre sozinho, quase sem concorrência em Portugal, não merece ouvir qualquer crítica por conseguir um belo 4º lugar.

Mas o que mais me impressiona não são as declarações dos atletas, do presidente do COP ou do Saakashvili. O que mais me impressiona é ouvir o que o povão pensa. É chegar ao Público online ir à zona de comentários e ficar a pensar que se vive num país habitado na sua maioria por atrasados mentais, é ir ao JN online e reforçar a ideia, é percorrer fóruns e ficar sem reacção. É ver gente a comentar as notícias sobre a Naide Gomes dizendo coisas como

Já basta de brincar com o dinheiro dos meus impostos!

ou

naide o teu segundo salto, se não foi brincadeira chamas-lhe o quê?

Comentários destes são aos magotes e nos cafés não faltam os comentários de que “já se sabia que ia ser uma desilusão“. Cada um de nós é mais especialista que o outro, dia após dia, competição após competição.

Ah, e já me esquecia, também cheguei a ler no Público um comentário de alguém que, num momento de rara beleza, conseguia culpar o Sócrates pela falta de medalhas para Portugal.

Resumindo em meia dúzia de linhas a cronologia destes jogos lolímpicos:

  1. “Somos os melhores do mundo em tudo!”
  2. “Somos os melhores do mundo em tudo, mas não temos meios para treinar tanto nem tão bem como os outros.”
  3. “Temos alguns gajos que podem chegar às medalhas.”
  4. “Vamos lá ver se se consegue alguma coisa, nem que seja uma prata, porque estes gajos parece que vão para ali brincar.”
  5. “Parem de brincar com os meus impostos”.
  6. “PA-LHA-ÇOS! PA-LHA-ÇOS! DEVIAS ERA ESTAR NAS OBRAS EM VEZ NOS CHULAR!”

Belo. Então se o Nélson Évora não conseguir pelo menos o bronze vai ser o bom e o bonito…

Enquanto isso, porque é que não aproveitam para ver um bocadinho de espírito olímpico, uma pequena cena tirada dos jogos de 92 onde o ex-campeão mundial dos 4x400m, Derek Redmond, teve direito a uma ovação de todo o público, em pé, independentemente do resultado conseguido:

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Eterno

George Carlin

        

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=MeSSwKffj9o&hl=en]

É favor rir com este senhor, talvez o melhor cómico de sempre. certamente o melhor stand-up comedian da história. É a melhor homenagem que lhe pode ser prestada hoje, no dia da sua morte.

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Claustrofobia a menos.

Eu já tive medo de andar de elevador. Era daqueles tipos que preferia subir e descer 10 andares a pé só para evitar andar num elevador. Felizmente que tudo se cura e morar durante uns anitos num prédio cujo elevador avariava umas três vezes por dia foi remédio santo e já não tenho medo daquela caixa de metal presa por dois cabos que anda para cima e para baixo (e como nesse tal prédio onde vivi, também era capaz de andar para os lados se alguém se mexesse lá dentro).

Mas há quem tenha tido pior sorte. Há quem tenha passado um fim de semana inteiro preso e só com três cigarros no bolso.

O desgraçado de nome Nicholas White só queria fazer uma pausa para cigarro no trabalho (manager de produção) que levava às 11 da noite de uma sexta-feira no 43º andar do edifício McGraw-Hill e para isso foi à rua. Quando acabou a pausa entrou num dos elevadores de carga e lá carregou no 43. Mal começou a viagem as luzes “piscaram” por uma falha eléctrica no edifício e o elevador parou. Imediatamente Nicholas decidiu carregar em todos os botões do painel e do intercomunicador, mas nem o bicho se mexia nem alguém lhe respondia. Ligou o alarme e sentou-se à espera que por obra e graça do espírito santo o elevador desse sinal de vida ou que alguém ouvisse o alarme. Nada.

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Imagem: NY real estate 

Umas quantas horas depois lá se decidiu a desligar o alarme por causa das alucinações que já começava a ter. Também decidiu que não fumava nenhum cigarrinho dos três que ainda trazia não fosse pegar fogo à alcatifa do chão daquilo. Tentou abrir a porta à força e encontrou uma bela parede de betão à sua frente. Não havia outra hipótese senão esperar.

E esperou. Até que às 4 da tarde de Domingo ouviu uma voz “Está aí alguém dentro?”.

Mas a história não acaba aqui. Decidido a ser compensado pelo que passou, Nicholas foi para tribunal pedir uma quantia jeitosa que o compensasse. Pediu 25 milhões de dólares e recebeu muito menos, a quantia nunca foi revelada mas falaram-se em algumas centenas de milhar. Recusou-se a continuar a trabalhar, meteu-se nos copos, gastou o que tinha e o que não tinha, perdeu o apartamento e está desempregado.

Moral da história: nunca fazer pausas para cigarro.

 

E se não acreditam na história podem sempre confirmar que afinal é mesmo verdadeira através do vídeo em fast motion que está no youtube e onde se passam as quarenta e uma horas em poucos minutos.

Fonte: New Yorker.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=1gXcTUF8zCI]
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A pesca é mais segura.

Temos artista. É para ver até ao fim, se faz favor. Mas mesmo até ao fim, se faz favor.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=QycF9WHfFYI&hl=en]

(Sim, estão de volta os posts para encher chouriço só com uma piada fácil e um vídeo do youtube. Oh júbilo, oh Hossana nas alturas.)

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Afinal já não vamos todos morrer.

Anda a circular por essa net fora um vídeo acerca do asteróide 2007 TU24 anunciando um mini Apocalipse. Normalmente não ligo muito a estas tretas dos que anunciam o Apocalipse semanalmente, mas este vídeo para além de já ter uns quantos milhares de visitas já foi referenciado na Fox News (oh, the irony) e tem sido motivo de discussão em inúmeros fóruns e blogs apetrechados de artistas conhecedores do assunto.

Em primeiro lugar, podem ver aqui o vídeo.

Agora vamos por partes:

Começa por dizer que embora as hipóteses de sermos atingidos sejam astrometriapequenas, a verdade é que se sabe pouco sobre o asteróide, mostrando imagens de tabelas de dados em falta do mesmo. Correcto. Esqueceu-se foi referir que isso acontece com a grande maioria dos asteróides recém descobertos e que isso não interfere em nada no facto de já se conhecer com precisão a órbita deste TU24. Gosto particularmente do segundo zoom em que mostra uma tabela onde se pode ler “Precisa de astrometria? Sim.”. Bem, também outros 4 que se podem ver abaixo na imagem precisam e um deles foi descoberto em 2001.. big deal… como se pode ver no primeiro zoom os dados que permitem calcular com 99% de certeza a distância exacta  a que o asteróide vai falharida a Terra até já estão calculados. Os dados de astrometria em falta só permitem fazer pequenos poosíveis ajustes.

Depois mostra uma foto do suposto 2007 TU24 ao lado da Sears Tower de Chicago (em escala), mas esquece-se de referir que afinal a foto não é do TU24 mas sim do Ida, um asteróide cujas imagens são bastante famosas. Depois acho piada ao facto de fazer uma comparação à escala, mas por baixo, na legenda, pode-se ler “tamanho exacto incerto”. Ge-ni-al.

Aos 40 segundos holmesmassivojá refere o cometa Holmes como sendo o maior dos corpos que estavam presentes no sistema  solar durante uns dias de 2007 e ainda comete a barbaridade de dizer que era cerca de 40% mais massivo que o Sol. Ouch… Jovem, assim é complicado levar-te a sério… só para dar uma ideia geral, o cometa Holmes tem um núcleo de aproximadamente 3,5kms de diâmetro. O Sol tem um diâmetro de 1391980 kms. E não falemos de massas, por favor.

 

Também gostei da parte seguinte em que mostra um texto que refere que as trovoadas são resultado de descargas de plasma do nosso sol. Achei giro, achei que era capaz de ser uma boa piada para lançar num stand-up para geeks.

A parte que se segue é das minhas favoritas: Comparar o TU24 com outro asteróide o 2007 WD25 que pode vir a colidir com Marte, referindo que este ao passar perto da Terra “recolheu” iões positivos da nossa magnetosfera. Outra vez: ouch. Esqueceu-se foi de referir que o WD25 passou a cerca de 7,5 milhões de kms da Terra, e que por isso era complicado ter recolhido qualquer coisinha que fosse, nem que tivesse sido para levar como recordação.

E por fim acaba com o discurso apocalíptico de que este TU24 pode causarbenfica terramotos, inundações,  erupções gigantes, um corte de cabelo novo ao Paulo Bento, mais trinta mil  desempregados, o fecho de mais três maternidades e a subida das taxas de juro pelo banco central europeu. E a justificação? “Porque aconteceu há exactamente 100 anos atrás em Tunguska.” Muito bem. Palmas. O problema é que o que aconteceu em Tunguska foi que um corpo atingiu efectivamente a atmosfera da Terra criando uma explosão. O TU24 vai passar a cerca de meio milhão de kms de distância, ou seja, qualquer coisa por volta de 1,5 vezes a distância entre a Terra e a Lua. Há portanto aqui uma diferença maior do que a distância que eu era capaz de percorrer em passo de corrida atrás da Scarlett Johansson, e acreditem que eu era menino para correr bastante.

Aliás, se estivessem assim com tanta vontade de lançar o medo à custa de um corpo que passe perto da Terra já o deviam era ter feito antes… afinal de contas o 2008 AF3 passou mais perto aqui do telhado de minha casa a 13 de Janeiro do que passará este cavaleiro do apocalipse, o TU24.

 

Alguns bons links com referências a esta discussão e aos dados nela envolvidos:

Discussão no fórum do Discovery Channel

Bad Astronomy

Órbita do TU24 em animação à escala, com dados reais.

Órbita do AF23 em animação à escala, com dados reais.

Sobre Tunguska

Imagens de uns quantos asteróides

Wallpaper da Scarlett Johansson

E obviamente que o único link que vocês vão consultar é o último. Pelo menos eu faria o mesmo.