inutilidades
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Ai sim?

Os últimos dois posts falam de coisas de que gosto, este não vai ser excepção e vem confirmar a regra do “não há duas sem três”.
Vou falar do Filipe Menezes. Gosto dele, e os portugueses deviam gostar todos, nem que fosse por uma simples questão de gratidão colectiva. Já dizia o velho ditado que “rir é o melhor remédio”, e como tal os portugueses devem andar agradecidos ao senhor por fazer de Portugal um país com gente mais saudável.

Isto por causa das suas declarações do dia 10 em que afirma convictamente à SIC notícias que o Sócrates deve pedir desculpa ao país à custa da morte (mais uma) de um segurança da noite do Porto.

Eu iria ainda mais longe:

  • o senhor primeiro ministro devia pedir desculpa ao país por este ter acordado com temperaturas que nos fazem a todos repensar duas vezes o simples gesto de puxar para trás os lençóis antes de sair da cama.
  • O senhor primeiro ministro deve também pedir desculpa ao país pela falta de chuva que tem marcado este outono. É inconcebível e faz-nos ficar cada vez mais na cauda da europa.
  • O senhor primeiro ministro deve ainda pedir desculpa pelas mortes causadas na estrada por condutores em excesso de velocidade às 5 da manhã, como a daquele que espetou uma carrinha Audi contra a parede de uma casa no Algarve, deitando essa mesma parede abaixo e só por milagre não matando quem lá dentro dormia, mesmo quando as estradas possuem sinalização luminosa de 50 em 50 metros a avisar que o limite de velocidade naqueles locais é de 50 km/h.
  • O senhor primeiro ministro devia ainda pedir desculpa ao país por ser primeiro ministro de um país onde o principal líder da oposição consegue ser mais, vá lá, “castiço” agora que tenta falar com ar sério, tranquilo e consciente para as câmaras de televisão do que quando o fazia tentando passar a imagem de populista enquanto presidente da câmara de Gaia.
inutilidades/Modernices
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Second Life? LOLife

Faz-me uma certa confusão ler acerca do Second Life como o novo oásis da web, como o porto de abrigo para quem se quer reconhecer internauta.
Eu mal tenho tempo para uma vida que não me passa pela cabeça arranjar uma segunda, ainda para mais a feijões. Mas tudo bem, há quem tenha tempo, invejo-os.
Mas mete-me confusão ver artigos semanais em jornais de tiragem nacional, artigos com honras de pertencer às crónicas sobre a web, em que se descreve a bela arte de desperdiçar horas a brincar ao faz de conta e sobretudo como essas horas são sinónimo de evolução, de visão de futuro, de adaptação à realidade do século XXI e onde os “avatares” como gostam de lhes chamar são a representação de um indivíduo.
Não me quilhem, não são.

Nunca andei pelo second life, nem sequer tenho conta naquilo, mas cheguei a ter curiosidade em entrar no Habbo (aquela coisa que funciona como um hotel onde as pessoas andam pelos corredores a perguntar à boa moda do velhinho IRC, “a/s/l ?”). Acho que se estive lá meia hora foi muito.
Volto a dizer que não conheço o second life, mas posso dizer que conheço o tipo de personagens que lá habita. O mesmo tipo de personagens capazes de passar 12 horas por dia em frente ao pc a perseguir monstros enquanto, por chat, vão confraternizando e fazendo amizades com alguém que associam a um cavaleiro de armadura de resistência de nível 20, montado num cavalo com asas e que cospe ácido.

Agora pergunto eu: qual é o objectivo? Ter uma segunda vida onde se pode ser aquilo que queremos ser e não aquilo que na realidade somos? Ena! Portanto, vamos mesmo todos acreditar que aquele boneco com um belo par de mamas e rabo perfeitamente moldado em forma de meia lua é capaz de nos satisfazer. Vamos todos acreditar que se no second life alguém anda num carrinho todo pipi esse alguém é portanto uma pessoa de respeitável posição social. Sim, vamos todos acreditar.

Em vez disso dou uma sugestão: largar essa treta e aproveitar o tempo que se ganha. Digo eu, na minha visão tacanha e mesquinha -ou pelo menos assim dizem esses maravilhosos colunistas da tiragem nacional que se fartam de criticar quem não vê no second life a oportunidade de construir um mundo melhor- que era capaz de ser tempo melhor aproveitado, nem que fosse para pegar num livro, ouvir um cd sentadinho no sofá a relaxar ou ir ao café onde estão pessoas de carne e osso que não te dizem “brb” quando querem ir mijar.

E eu adoro perder tempo na net quando o consigo arranjar. Se se ganhasse dinheiro por cada inutilidade que se descobre em sites e blogues que não lembram ao diabo já era milionário. Absorvo informação a partir da net, participo em fóruns de discussão variados desde desporto a conversa da treta, participo/jogo em fantasy leagues de basquetebol americano, jogo em simuladores de gestão de equipas F1 online, tenho um blogue, farto-me de ver vídeos no youtube e afins e à custa disso deito-me às tantas e de manhã ando sempre de olheiras mas para além de saber que isso não faz de mim um gajo mais “século XXI” nem mais culto em linguagem binário também não ando a escrever por aí que quem não o faz é porque não tem visão de futuro.

Isto tudo para dizer que me fartei de rir quando vi esta notícia:

Que culpa tem o puto de existir gente capaz de gastar dinheiro real para ter neste tipo de tretas. Móveis imaginários mais bonitos que o gajo do computador ao lado e pagos com dinheiro real? Era dar-lhe uma palmadinha nas costas do puto, um piscar de olho e dizer-lhe que merecia uma estátua por andar a gozar com tansos.

Por fim, e para quem arranjar uns minutos e tiver vontade de lêr uma pérola em inglês, dêem um saltinho aqui e vejam o que um dos meninos que faz os cartoons Cyanide and Hapiness escreve acerca da sua viagem ao mundo do Habbo, onde andou a recrutar pessoal para fazer umas violações online. Vale a pena.

inutilidades/música
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Porque é que este blog tem o aspecto de estar abandonado?

Existem vários motivos entre os quais alguns que até podem fazer sentido. Outros nem por isso.
O primeiro e maior de todos os motivos é: não me apetece escrever.
O segundo -e segundo maior de todos; ahah, Sherlock!- é que quando me apetece escrever não tenho tempo/paciência.
O terceiro é este, e neste momento é o meu primeiro filho e como tal tenho que lhe dar a atenção devida.
O quarto é este.
O quinto é este, instalado no quarto motivo.

Agora em relação ao que realmente importa: KIIIIIMIIIIII. Pronto, já descarreguei.

E por fim, e como atestado do meu estado actual, só tenho ouvido música da qual supostamente já me tinha fartado para o resto da vida. Como exemplo seguem aqui as 5 do Showbiz de 99 que ouvi durante a escrita deste post. Sim, eu demorei uma eternidade para escrever isto porque não encontrava o raio do link para o site da HP.

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uploadingIT.com

Reparei agora que o uploadingIT.com mudou de nome – passou a chamar-se fileyou.com – e mudou de gerência. E nada disso seria minimamente importante para mim se não fosse o facto de todos os uploads que tinham sido feitos para os servidores antigos terem pura e simplesmente desaparecido e, segundo se pode ler pelo fórum, não parece que voltem a ser colocados nos novos servidores. E nada disso seria minimamente importante se não fosse o facto de que praticamente todos os posts de música -anteriores ao post dos Beirut- que cá tinham terem links para músicas que lá estavam alojadas e como tal todos os posts que tinha sobre música terem ficado sem o mais importante: as músicas.
Portanto, se encontrarem links para músicas “vazios”, já sabem o que se passou.

:(

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Safei-me de boa.

Faz agora um ano que após o fim de semana que passei no Avante desanquei aqui a organização e o facto de aquilo estar a deixar de ser uma festa para passar a ser mais um festival.
Acabei o post com a seguinte frase:

se para o ano me disserem que havia um McDonalds ou um KFC (á là Paredes de Coura) já não ficarei assim tão espantado.

Não fui este ano, e ainda bem. Assim poupei-me à vergonha de ver por lá a banca das FARC e, poupei-me a confirmar pelos meus próprios olhos que tinha acertado na previsão. Não foi o McDonalds mas foram o KFC e a Pizza Hut.

Ainda bem que não fui, e tão cedo não volto lá. Para festivais arranjo outros.

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O belo sol de Agosto

Acordar às 9 da manhã com um belo trovejar ininterrupto que deixou o meu cão escondido e aninhado num canto da casa e com uma enxurrada de água que formou um belo rio na minha rua.
Ahh, Agosto, belo Agosto.

Já agora, mais uma semaninha, com o início de Setembro e com o ritmo de me levantar a horas de gente decente o blog volta a ter vida.

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Uma rapidinha.

Será que se eu mandar a minha sugestão de mudar o nome de “Volta a França em Bicicleta” para “Volta a França em Esteróides” ou de “Le tour de France” para “Le tour de drogues” para a organização da prova me levam a sério?