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Marinho Tinto

Tenho alguma dificuldade em compreender qual o estatuto moral que a Ordem dos Advogados tem para que o seu bastonário emita em formato escrito a sua caganeira ideológica associada à discussão que ocorrerá na próxima semana na Assembleia da República acerca da adoção por casais homossexuais.

Que eu tenha presente, e para justificar por analogia esta minha incredulidade, suponho que não caberá ao Jorge Jesus nem ao Benfica emitir comunicados acerca de assuntos como a ética médica. Porque carga de água é que vem o Marinho Pinto emitir em comunicado associado à Ordem dos Advogados assunções como:

“Os casais do mesmo sexo têm muitos direitos, muitos dos quais, infelizmente, ainda não estão sequer reconhecidos”, mas “não têm, seguramente (nem devem ter), direito a adoptar, porquanto esse pretenso direito colide frontalmente com o direito das crianças a serem adoptadas por uma família natural”. E uma “família natural”, segundo a OA, é isto: “Uma família constituída por um pai (homem) e uma mãe (mulher) e não com um homem a fazer de mãe ou com uma mulher a fazer de pai.

Fonte

Seria fácil ir por mil e um caminhos (ciência, e tal…) que desmontam com incrível facilidade esta anormalidade de pensamento “natural” que claramente não abunda no hemisfério esquerdo de quem representa a O.A., mas a paciência está-me em falta e, por isso:

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A porradinha dos jotinhas

imageAinda há esperança para o futuro deste país. Vamos imaginar por momentos uma cena apocalíptica de pancadaria velha onde os jotinhas se exterminam mutuamente levando à aniquilação dessa raça parasita que vive na esperança de nos vir a governar.

Força meninos, tudo à porrada! Ganha o último a ficar de pé. Vale a pena ler o artigo do Público, quanto mais não seja para formar uma imagem da cena que envolveu dentadas e alicates. Anima logo a manhã da malta.

 

Politiquices
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A propósito das greves dos trabalhadores dos transportes públicos.

A propósito deste artigo, fico curioso em saber a reação daqueles que sistematicamente criticaram as greves dos trabalhadores dos transportes públicos.

Relembro que estes trabalhadores alertaram durante anos para a má gestão das empresas públicas que sucessivamente se desculpavam com a situação financeira das mesmas para roubar (e é esse o termo correto) vencimentos devidos aos seus funcionários.

Talvez o caso mais absurdo seja o da empresa Metro de Lisboa que culminou com a notícia do passado mês de Janeiro do despedimento de 180 trabalhadores.

Agora que veio a público a gestão danosa destas empresas, ainda há moral para criticar estes trabalhadores pelas greves que foram fazendo? Tinham ou não tinham razão?

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Cratices e Lusofonices

É só a mim que causa algum asco o facto de que o inquérito que demorou meses a preparar acerca da licenciatura fantasma do Relvas ir pegar no ponto de ele não ter feito um exame por escrito e não tocar nas trinta e picos equivalências obtidas à custa de “experiência profissional comprovada” ?

Ter obtido equivalências por ter sido presidente do rancho lá do Cu de Judas de Cima não é motivo suficiente só por si para invalidar a licenciatura? Está certo. Há que ser meiguinhos com o menino que passou os últimos dois anos a servir a pátria, não é?

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Henrique Raposo. Deve ser primo de alguém.

Quando um tipo é convidado para um jornal como o Expresso para escrever artigos de opinião, e publica coisas como esta, a única coisa que me ocorre é que só pode ser primo ou sobrinho de alguém na direção do jornal.

É que só pode.

Num outro qualquer local, com uma edição decente, esta abominação de croniqueiro já tinha levado um belo pontapé, sido posto na rua e, por piedade, tinham-lhe dado uma inscrição numa conferência qualquer onde se explica (para novatos nestas coisas de perceber teorias políticas) a diferença entre taxação de capitais e roubo de poupanças.

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4ª Classe.

No espaço de poucas horas o “jornal” I publica online dois artigos em que a matemática é atropelada sem dó nem piedade.

Nem olhando para o conteúdo das notícias, pelo facto de que pelo menos uma delas é vergonhosamente declarada como encomenda de opinião e ficando restritos apenas à forma  da mesma, custa-me compreender como é que se publicam os seguintes títulos e leads, sem qualquer vergonha de o fazer:

    • Título: Barómetro i/Pitagórica. Maioria apoia moção de censura de Seguro

LeadQuatro em cada dez inquiridos defendem a moção do PS, que será discutida e votada no parlamento na próxima quarta-feira

  •  Título:”Que se Lixe a Troika”. Núcleo duro dominado por militantes do BE e do PCP

Lead: Bloquistas e comunistas representam um quinto do total dos activistas que organizaram maior manifestação desde 1974

Daqui podemos depreender que:

  1. Quatro em cada dez pessoas representam uma maioria. As outras seis são a minoria.
  2. Um quinto do total, ou seja 20%, são a parte dominante. Os outros 80% são a minoria não dominante.
  3. Estes senhores jornalistas tiveram alguma dificuldade em acabar a quarta classe. De noite.

Os links para os artigos originais:

O dos 4 em dez serem a maioria.

O do quinto do total ser a parte dominante.

Politiquices
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Regressou o Belzebu.

Ontem voltou o Belzebu da política portuguesa, hoje volto eu a escrever aqui a propósito disso mesmo.

O homem pode (e deverá ter) ter razão quando acusa Cavaco de ser o pai da situação trágico-cómica da política nacional.

O homem pode (e os números até parecem confirmar) ter razão quando invoca que passou dois anos a ouvir histórias mal contadas e acusações sem fundamento apontadas a si em relação a uma catrafada de coisas.

O homem falhou redondamente (quase ridiculamente) quando tentou justificar o seu modo de vida em Paris (que só a si lhe diz respeito, desde que não seja gozado com o meu dinheiro) com um empréstimo da CGD. É que eu também gostava de chegar à minha agência e dizer: “Fui despedido, quero agora tirar um ano sabático, ir estudar Filosofia ou Ciências Políticas para Paris, e gostava bastante que me emprestassem uns trocos para isso.”. E que a CGD emprestasse. Este tipo de justificação é pouco menos do que falta de respeito para qualquer português.

Aliás, este foi o ponto mais absurdo da entrevista de ontem. Porque melhor lhe tinha ficado em não aceder a responder a estas banalidades referentes ao estilo de vida que leva ou não leva. E quando acedeu responder entrou no caminho do ridículo. Ficou-lhe mal a ele e ficou muito mal a quem conduziu a entrevista por esses trilhos.

Mas há uma coisa inegável neste retorno do excomungado socialista: ninguém lhe ficou indiferente. Nenhum outro político consegue reunir apoios e insultos como Sócrates reúne. Em dois anos de governo PSD/CDS nunca o PSD tremeu tanto como ontem, nunca o PS tremeu tanto como ontem, nunca o povo tinha parado para ouvir um só político como ontem o fez.

Nenhum político português tem a capacidade de ser político como Sócrates tem, com todas as conotações que a palavra “político” tem hoje junto do povo português.

E é por isso que ontem o país parou às nove e tal da noite, é por isso que hoje todos os jornais analisam ao pormenor o que foi ontem dito, é por isso que as TVs não se calam com os comentadores do costume a bajular ou denegrir o homem.

É por isso que, quer gostem dele quer o abominem, ele pertence a uma estirpe rara de políticos e, por cá, é capaz ser o único exemplar no activo.

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Que se lixe muita coisa.

O populismo barato é um insulto. Depois de tudo o que temos passado com estas bestas que habitam em São Bento, ler isto – “Que se lixem as eleições.” – é de extremo mau gosto.

Há alguém, que não seja militante cego deste PSD actual, que leia isto e não fique com o cheiro a asco entranhado? Agora o Coelho vai entrar numa de Cavaquismo com a velhinha táctica do caquético que se dizia acima de qualquer interesse político (como se viu, até tinha razão. O interesse nele estava nos amigos. O Loureiro e o Oliveira e Costa até lhe arranjaram uma casinha de férias para o descanso…).

Agora deve vir a campanha dos jornais/TVs dos amigos da laranja, fazer do Coelhinho um pobre coitado. E digo “deve” porque não é difícil perceber como funciona esta bela máquina de imprensa  que temos por cá. Quanto querem apostar que vão começar a surgir as notícias que enaltecem as qualidades humanas do Passos Coelho, as notícias que dão conta que ele se sacrifica imenso, que é um grande patriota?

Querem mesmo apostar? Querem? Então abram lá o expresso online e olhem para o topo.
Presidente da RTP ganha mais que o primeiro-ministro“.

Coitadinho do nosso primeiro.

inutilidades/Politiquices
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Agarra que é ladrão

Diz aquele que temos a primeiro ministro:

“E os maiores orçamentos, os mais significativos, são o da Saúde e o da Educação. Quem hoje disser que temos de substituir a poupança gerada pela suspensão do 13.º e do 14.º mês em redução de despesa pública tem de dizer quanto é que quer que se corte no Serviço Nacional de Saúde e nas escolas públicas em Portugal”, acrescentou Passos Coelho, que falava no 38.º aniversário da Juventude Social Democrática (JSD), que decorre no Estoril (Cascais).”

Fonte: Público

Não, meu caro Coelho, não precisas de cortar aí… cortas nas parcerias público-privadas, sobretaxas as fortunas acima de 1 milhão de euros, não assumes (como governo) os activos tóxicos da banca e obrigas as administrações danosas dos nossos bancos a assumir os encargos do que perderam com a sucessão de decisões erradas que tomaram durante décadas sem que sofressem qualquer consquência com isso.

É que quem lê ou ouve o que dizes fica com a sensação que a única coisa que se pode fazer é cortar na saúde e educação ou então sobretaxar no IRS para contornar a inconstitucionalidade que é retirar o 13º e 14º mês. E já, agora, o 13º e 14º mês não são “bónus” que os portugueses recebem, são rendimentos devidos pelas 52 semanas de trabalho que constituem o ano e por isso aquilo que este governo está a fazer é roubar aquilo a que o trabalhador tem direito consagrado por lei.

Por fim, gostava que o governo me mostrasse onde é que no acordo com a Troika existe a imposição de retirar estes dois meses de ordenado ao trabalhador. Onde? É que podia jurar que isso não foi acordado e foi simplesmente uma artimanha desta gente que rouba quem trabalha, para obter números de défice que agradem àqueles a quem se vergam repetidamente sem vergonha da subserviência parola que demonstram.

O que vale, e como ontem me disse o meu pai, é que esta gente que nos governa é gente bem formada…

The Clash – Police and Thieves