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Zés Pereiras.

O que é um Zé Pereira?

Um Zé Pereira em condições tem a camisa aberta (ou t-shirt de mangas arregaçadas), dois panos em torno das mãos, e um bombo ou uma caixa presa ao corpo com uma fivela que passa pelo ombro.
Um Zé Pereira não se cansa. Sangra das mãos, até dos pulsos, enquanto o povo lhe pedir. Rasga as peles do bombo para gáudio da multidão. Ensurdece o gajo ao lado com a maior das facilidades, Ameaça, com a moca na mão, a integridade física do próximo. Cheira a vinho carrascão.
Um Zé Pereira nunca está sozinho. Tem consigo, pelo menos, mais uns 6 ou 7 com ele. E se tiver dois ou três “cabeçudos” por perto, então temos a festa montada. Lança-se um morteiro ao ar e o povo junta-se em volta do cruzeiro na rotunda do centro.
Um Zé Pereira não nasce ensinado.
Um Zé Pereira não vai para o Pinheiro (nas Nicolinas) em Guimarães, ou para Mirandela no início de Agosto, sem ter treinado convenientemente antes.
E como treina um Zé Pereira?
Assim:
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Em Freamunde, os Zés Pereiras são a a alma (juntamente com o fogo de artifício e a marcha alegórica) das Sebastianas, as festas em honra de São Sebastião. O povo salta, o povo berra, o povo não lhes dá descanso. Eles saltam, eles berram, eles não dão descanso ao povo.

Mas o melhor é quando o povo lhe ganha o gosto. E aqui em Freamunde, ganhou definitivamente. As sextas-feiras das festas (a que chamam as melhores do Norte depois das de Ponte de Lima e do São João no Porto) vêem o povo a encher as ruas, às centenas, de bombos e caixas munidos.
O desacerto da maior parte é grande, mas já se começam a ver alguns grupos mais organizados, que treinam durante o ano para aquela noite específica.
O resultado? O resultado é este:

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Agora ficam avisados: se estiverem de passagem por Freamunde e ouvirem ao longe um ribombar, ou uma caixa (ou tarola, se preferirem), não se espantem. Freamunde pode não ter uma noite como a de Mirandela ou a de Guimarães, mas ninguém gosta mais de bombos do que nós.

E como diria o meu amigo Felgueiras:
OU! OU! Bombos dum lado…. tarolas do outro…

12 thoughts on “Zés Pereiras.”

  1. lol, esse gajo do “OU! OU!” se vê um bombo num raio de 500 metros, ninguém o cala nem ninguém o pára (é tipo o Benfica, lol)…
    Como quando fizemos o churrasco em minha casa no verão e tu foste buscar o bombo para acordar a vizinhança toda com o Paulo Filipe… mas foi bonito e ninguém se queixou :D

  2. A vaca no multibanco foi noutra altura :D
    E o “Ou! Ou!” à Felgueiras também é para parar… para tudo, divide-se o grupo em bombos para um lado e tarolas para o outro, e está feita a festa.

    E se este ano quiseres vir às grandiosas festas da cidade onde nascem os deusas (lol, o pessoal de cá é modesto…) sabes que és bem recebido.
    E se trouxeres uns garrafões contigo, mais bem-vindo serás!

  3. Mas “Ou! Ou!” não é pra parar?

    Foi nestas belas festas que aconteceu aquela história da vaca dentro do Multibanco que um dia contaste?
    Eu em podendo, um destes anos hei-de ir ver como é que são essas belas festas, assim como a Feira do Capão. É que já tenho curiosidade.

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