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O outro 11 de Setembro

Há um outro 11 de Setembro que se teima em esquecer. Um 11 de Setembro que representou um dos maiores golpes de sempre na liberdade individual, na possibilidade de escolha de um povo.

A 11 de Setembro de 2003 o Pentágono informou o adido naval da embaixada dos EUA no Chile da seguinte expressão:

O nosso dia D foi quase perfeito.

A 11 de Setembro de 1973 morreu, assassinado, Salvador Allende, único Marxista eleito democraticamente pelo povo em toda a história. Homem que transformou em poucos anos o Chile. O crescimento económico, social e cultural do Chile durante o seu tempo de mandato não teve precedentes e ainda hoje não teve igual. O exemplo de que o Socialismo Marxista é uma escolha válida e sobremaneira superior a um capitalismo imperialista assustou os EUA que viviam uma guerra fria contra um comunismo deturpado e levado a cabo por uma União Soviética a caminho da sua auto-destruição.
O verdadeiro Comunismo estava vivo na pessoa do Doutor Allende.

Infelizmente esse 11 de Setembro perpetrado pelos Estados Unidos da América que marcou o assassinato da liberdade de escolha de um povo em detrimento de uma ditadura (Pinochet) que favorecia o capitalismo como hoje o conhecemos, tende a ser esquecido.

“¡Viva Chile! ¡Viva el pueblo! ¡Vivan los trabajadores!”
Últimas palavras públicas de Salvador Allende Gossens, na manhã de 11 de Setembro de 1973 à Radio Nacional Chilena.

12 thoughts on “O outro 11 de Setembro”

  1. Ó pá! desculpa lá a provocação porque é que um gajo vai acreditar nos fascistas dos Américas?
    Tu, que te faltam poucas cadeiras para ser doutor, explica a este burro porque é que eles lançaram dois supositorios atómicos no Japão? Um não chegava para meter medo? Os fascistas não mudam nunca!

  2. Eu sei, porque já o tinha lido. Aliás, gostei do pormenor do cartaz dedicado aos conspiracionistas do avante (que ainda não conhecia, ao contrário dos outros links).
    Assumo a minha culpa é em não deixar comentários, mas a verdade é que muito raros são os blogues onde deixo comentários. Estes blogues que tenho ali de lado nos links são os meus blogues de leitura diária (fora o mês de agosto que é de descanso a todos os níveis), e se deixo um ou dois comentários por semana neles (ao todo) é muito… (fora o da tasca do tío hermínio onde comentei muito esta semana por outros motivos. Eu e o dono da tasca somos amigos de longa data e discussões saudáveis de política entre os dois são o pão nosso de cada dia entre os dois e mais uns quantos amigos no café de ponto de encontro aqui da cidade)

  3. Paulo, sejamos rigorosos e justos. Já te deu para contabilizar os “bons olhos te vejam por cá” e os “bons olhos te vejam por lá”?…
    Eu sei que nem sempre os assuntos de “cá” ou de “lá” nos possam suscitar interesse especial. Mas, com franqueza, no meu post actual poderás encontrar algo que prenda a tua atenção nos montes de links inseridos… Vá lá, tenta, faz um esforçozinho!… :(

  4. a.castro, bons olhos te vejam por cá novamente. :D

    Gomes, respondendo à tua pergunta:
    Acredito piamente que daqui a 30 anos os relatórios da CIA sobre o 11 de Setembro contenham novidades… novidades no sentido de que há pormenores do plano terrorista que ainda hoje não devem ser conhecidos. Não acredito, no entanto, que daqui a 30 anos um qualquer relatório da CIA ou de outra organização estatal americana venha dizer que afinal foi tudo plano de mentes americanas… estabelecendo uma analogia: 30 anos depois, ninguém da NASA diz que o homem afinal não foi à Lua.
    E porquê? Porque foi.

  5. Lanço uma questão ao Paulo, como será o relatório da cia daqui a 30 anos sobre este ataque terrorista inqualificavél?
    Não serão os EUA os responsaveis, embora indirectos (ou talvez não), pelas teorias mirabolantes que se criam á volta de factos da história Americana?

  6. Não querendo estar a fazer disto um fórum de discussão, creio que as coisas não são de todo de meter no mesmo saco. Os EUA têm historial de invasões e agressões a países com uma ideologia política e económica diferente. A Invasão da Baía dos Porcos deve ser das mais flagrantes (e mal sucedidas).

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